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O alarmista e o aniversário da pinacoteca

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 22/12/2011 Colunista: Carlos Pinto

A cada quatro anos ele ressurge das sombras, quem sabe saído de algum sarcófago onde dormita por tal período.

É só começarem as articulações visando o processo eleitoral, e este misto de ambientalista com candidato a vereador, aparece para destilar suas impressões sobre o fim do mundo que em breve cairá sobre Santos. Observo tais atitudes a pelo menos duas décadas. Passado o período e contados os míseros votos que consegue com suas falácias derrotistas, volta a dormitar em sua tumba até que nova eleição venha a acontecer.

A ele só importa o fato de que precisa estar na mídia, mesmo que seja a custa da honra e da dignidade de uma cidade. Durante os anos que separam uma eleição da outra, não se escuta qualquer opinião sua. Dorme o chamado sono dos justos como se fosse o imperador da verdade. De uma hora para outra ele consegue vislumbrar praias totalmente poluídas, canais cheios de vibriões coléricos, sapos contaminados pela dengue e outras patacoadas mais.

É o típico personagem folclórico, que não separa joio do trigo, mas que se acha acima de qualquer suspeita. Nós o veremos até outubro do próximo ano, cantarolando suas fábulas derrotistas, maculando a cidade, e sem produzir nada de útil para a sociedade. Mas se pintar um cargo na administração pública, vira logo de bandeira e passa a achar tudo lindo e maravilhoso.

A ele se junta determinado órgão do Estado, que ao se avizinhar a temporada de verão, também consegue achar senões em todas as praias de Santos, Guarujá, São Vicente e Praia Grande. Mas esse mesmo órgão, durante o resto do ano, não produz críticas ao Estado no que concerne à falta de um planejamento para que Vicente de Carvalho, Cubatão e São Vicente, consigam receber as obras de saneamento básico que precisam e merecem. A isto o senhor ambientalista também não critica, porque sendo funcionário do Estado não quer correr riscos.

Passando de um assunto inoportuno, a outro de grande oportunidade, quero cumprimentar a direção da Pinacoteca Benedito Calixto, pelos 25 anos de sua fundação, e de atividades ininterruptas em prol da cultura de nossa região.

Para que esta data seja comemorada, devemos refletir sobre sua criação e sobre os responsáveis pela preservação do Casarão Branco onde está instalada.

Em primeiro lugar, ao ex-prefeito nomeado Carlos Caldeira, a quem coube pagar a um dos herdeiros daquela mansão. Posteriormente, ao ex-prefeito Oswaldo Justo, que junto com Edith Pires Gonçalves (uma das herdeiras) conseguiram compor os entendimentos e pagamento dos demais herdeiros. Por último, ao idealizador, responsável pela restauração do imóvel e criador da Fundação Benedito Calixto: Darci Barros.

Darci era um homem dinâmico, empreendedor, amante das artes e desvinculado de qualquer participação político-partidária. Com sua força de vontade construiu uma idéia que hoje completa seus 25 anos de existência. Seu nome, ao lado de Oswaldo Justo, jamais poderá ser esquecido neste momento de comemorações.