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As redes (sociais) de intrigas

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 19/03/2012 Colunista: Carlos Pinto

“A razão de um cachorro

ter tantos amigos,

é que ele abana o rabo

em vez da língua.”

(DA)

O período pré-eleitoral é sempre uma fase onde vários comediantes, metidos a intelectuais de campanhas, para ganhar espaços diante do candidato que apóiam, resolvem colocar as manguinhas de fora. No fundo não passam de meros aprendizes de feiticeiro, que arriscam a reputação na concretização de suas comédias de caráter duvidoso. Como são desprovidos das virtudes do caráter e da coragem, resolvem ocupar as redes sociais para transformá-las em redes de intrigas.

E o pior é quando se sabe que tais cavaleiros de triste figura, fazem parte de órgãos governamentais, que são pagos para trabalhar nas causas que dizem respeito ao povo, pois, por ele são pagos seus salários. No entanto passam o dia nas redes sociais, plantando intrigas, maledicências e desqualificando os demais candidatos, quando deveriam estar trabalhando. Ou será que em seus contratos reza esse tipo de trabalho?

Na falta de um QI que os qualifique procuram pela via fácil da calhordice ofender funcionários de secretarias municipais, bem como, criar divergências que poderão ser insustentáveis ao longo do tempo. Esquecem que do outro lado tem gente que não é aprendiz de feiticeiro, mas sim, profissionais do ramo que não costumam brincar em serviço, e que até agora, estão só na observação. Esquecem também, que isso só produz resultados negativos para o candidato que apóiam.

Como já coloquei em comentários anteriores, eleição é a hora em que o pecador espia seus pecados, portanto, cutucar onça com vara curta nunca foi uma atitude sensata e inteligente. Sugiro que esses senhores procurem justificar seus salários pagos pelo povo, com trabalho que privilegie a continuidade do crescimento econômico, social e cultural do nosso povo, que reafirmo: não é tonto.

O povo brasileiro vai aos poucos se cansando de políticos demagogos, que forçam a pratica de uma política populista que não conduz a nada, a não ser aos interesses de quem a pratica. O povo quer ter seus direitos respeitados quer segurança, atendimento médico de qualidade, educação para todos e um mínimo de decência por parte da classe política.

Chega de promessas no papel de jornal, que passado o período eleitoral são esquecidas por quem as promete. O povo da região quer a ligação entre a nossa ilha e a área continental, quer o túnel da Zona Noroeste ao Marapé, quer uma segurança que não permita a proliferação do crime organizado que mata impiedosamente os políticos que não se rendem aos seus projetos.

Bom senso, sensibilidade, ética e respeito, não fazem mal a ninguém. Na verdade contribuem para uma cidadania de qualidade, um povo mais feliz, uma sociedade mais justa, ingredientes que por certo encaminharão nosso país para o grupo dos chamados países de primeiro mundo.