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Cultura no Interior: a omissão do Estado

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 27/07/2012 Colunista: Carlos Pinto

“Não corrigir nossas faltas,

é o mesmo que cometer

novos erros.”

(provérbio zen)

 

A gestão da Secretaria de Estado da Cultura no atual governo é considerada sofrível, por tantos quantos labutam no processo de produção cultural dos municípios paulistas. O ex-secretário Andréa Matarazzo durante o tempo em que lá permaneceu, não conseguiu dizer ao que veio. Arredio, com total desinteresse pelas reivindicações apresentadas, até por prefeitos do seu partido, procurou sempre se esquivar dos problemas de sua pasta. Com a graça de Deus já se foi, e poderia até dizer, que nunca veio.

Os resultados dessa inércia e dessa omissão por parte do ex-secretário terminam por desembocar em uma serie de equívocos por parte daqueles que deveriam apoiar as ações e o trabalho desenvolvido em nossas cidades. Exemplo disso, acabamos de verificar com relação ao Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto e, no Festival de Teatro de Ibirá. Nos dois eventos, antes apoiados pela Secretaria Estadual da Cultura, foram neste exercício, totalmente abandonados, sem qualquer dotação por parte do órgão.

De outra parte, o tradicional Festival de Dança “Dançar a Vida”, que é realizado em Santos há vários anos, com seletivas por todo o país, e a participação de grupos de vários estados, não conta com qualquer incentivo por parte do Governo do Estado. Um festival que distribui bolsas de estudos para as principais escolas de balé do mundo, sediadas na Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra e França, não tem a mínima colaboração dos órgãos governamentais do setor.

E assim, várias manifestações culturais que ocorrem no Estado de São Paulo, são vítimas dessa “despreocupação” por parte daqueles que deveriam apoiar e participar desse trabalho formador. Cabe às Prefeituras e entidades da sociedade civil, socorrer tais manifestações para que continuem vivas e não sucumbam diante dessa omissão da Secretaria de Estado da Cultura. Aliás, a atual gestão governamental na área da cultura, é uma das piores que se tem noticia em nosso Estado. Nunca estivemos tão abandonados e a mercê de um caos total.

Boa parte da produção cultural de nosso Interior, tem se apoiado nas ações do SESC e do SESI, cuja presença se faz marcante na área cultural e social.

Quando nos recordamos das ações governamentais aos tempos dos governadores Abreu Sodré e Laudo Natel, é notório afirmar que estamos retrocedendo. Que os ventos do trabalho, das ações firmes, e da participação da Secretaria de Estado da Cultura no processo de produção cultural de nosso Interior, comecem a soprar. Caso contrário é forçoso aceitar que tal órgão, é apenas um cabide de empregos, ou um passatempo daqueles que não gostam da área cultural.