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Bibliotecas públicas e o seminário do Teatro Guarany

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 19/11/2012 Colunista: Carlos Pinto

“Pessimismo, é quando

a gente perde a capacidade

de ver em cores.”

(Luiz Gonzaga Pinheiro)

Realizou-se no segundo fim de semana deste mês (novembro) no Teatro Guarany, um seminário voltado para as políticas públicas relacionadas com o livro, a leitura e as bibliotecas. Organizado pela Secretaria de Cultura em conjunto com o Centro Cultural Brasil Estados Unidos, o evento contou com a presença de representantes do Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura, Universidade Santa Cecília e Proler, alem do Conselho Regional de Biblioteconomia.

Neste particular a cidade de Santos avançou muito nos últimos anos, saindo de obscuras colocações no panorama nacional, passando a ocupar o 11º. Lugar entre os mais de cinco mil municípios brasileiros. O mesmo com relação ao Estado de São Paulo, onde avançamos para o 4º. lugar entre os mais de seiscentos municípios. Mas precisa avançar muito mais com certeza, pois alguns projetos foram inviabilizados até por mesquinharias.

No caso da biblioteca infanto-juvenil que estava projetada para uma estação de trólebus abandonada na Praça Ida Trilli, na Ponta da Praia, ocorreu um fato inusitado. Alguns moradores do local procuraram o Prefeito para divergir dessa instalação, pois na visão deles, fatalmente se tornaria um local de vândalos e desocupados.

Preferiram a derrubada da velha estação e a ampliação do jardim. Entre a grama e os livros, preferiram a primeira, e com isso a referida biblioteca não foi até agora instalada. O mesmo no bairro de Monte Cabrão na área continental. Por falta de área adequada a essa instalação, a biblioteca que atenderia os moradores e estudantes daquele bairro também foi postergada. No entanto a Zona Noroeste receberá em breve instalações próprias para a biblioteca que atende aquela área. Com a construção do Centro Cultural da Zona Noroeste, essa biblioteca será transferida para lá, com instalações mais apropriadas e ampliadas.

A biblioteca central que ocupava o prédio da antiga Associação Predial de Santos, ali na Rua Amador Bueno, hoje se encontra instalada em melhores dependências no prédio da Humanitária (Praça José Bonifácio), com acesso mais fácil e local de estacionamento, o que o antigo local não permitia, inclusive, a acessibilidade aos portadores de deficiências físicas. Foi criada uma nova biblioteca no Centro Cultural do Morro de São Bento, além das demais atividades desenvolvidas em ruas e praças públicas. Além disso, temos a nossa Hemeroteca Municipal, que recentemente recebeu em doação todas as edições do extinto Jornal Cidade de Santos.

Razão pela qual, os resultados do Seminário a que me referi na abertura deste comentário, em muito contribuiu para que este setor cultural obtenha novos avanços. Para tanto é preciso continuar trabalhando com seriedade, sem prepotências e empáfias, mas com muita paciência. Sem achar que descobriu a pólvora e os demais humanos são simples idiotas. Um lugar ao sol, todos procuram, sem que seja necessário atropelar quem está na frente. Acontecerão, sempre pelo caminho, alguns tropeços que precisam ser contornados. Até cidadãos mundialmente reconhecidos, como é o caso de Louis Pasteur, entendia que “há mais filosofia e sabedoria numa garrafa de vinho, que em todos os livros”. Quem sou eu para contestá-lo?