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Em tempos de fofocas e trairagens

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 09/02/2011 Colunista: Carlos Pinto

“No céu entra todo mundo.
Entra, o corrupto, o ladrão,
o proxeneta, o traficante e o venal.
Só não entra o ingrato...”
(Oswaldo Justo) 

 

O ex-prefeito Oswaldo Justo era pródigo em frases e conceitos, fruto de sua vivência política e de seus estudos do zen budismo.

 Normalmente em tempos de fofocas e trairagens, que antecediam os períodos pré-eleitorais, era uma tática utilizada para desgastar seus pretensos adversários, alguns dos quais recebiam outros “elogios” tipo: aprendiz de feiticeiro; borboleta sem casulo, este último para classificar aqueles que só utilizavam a sigla partidária para benefícios próprios.

 Parece que estamos diante de um novo tempo, em que as tais borboletas sem casulo resolveram “animar” o ambiente político de Santos. E a produção de fofocas segue adiante, todas elas saídas de um mesmo escaninho instalado em um setor palaciano.

 Como se trata de um aprendiz de feiticeiro, é fácil chegar ao autor, que no conceito de Oswaldo Justo, acima mencionado, jamais entrará no céu.

 Vários políticos se destacaram em sua vida pública, exatamente pelas demonstrações de lealdade, ética e gratidão, devotadas àqueles que os nomearam ou indicaram para qualquer cargo público. Não é o caso do atual fofoqueiro de plantão, que tenta plantar notícias nas colunas políticas da imprensa local, utilizando inocentes úteis, e tentando induzir profissionais da imprensa a veicular suas artimanhas.

 E sobram bobagens que deverão fazer parte do futuro anedotário político da região.

 Uma delas dá conta de que o deputado Paulo Maluf, estaria viabilizando a troca de seu domicílio eleitoral para Guarujá, para ser candidato a prefeito da Pérola do Atlântico. Outra, mais recente, “realiza” a mesma profecia com relação ao Ministro Aluízio Mercadante, de que também estaria viabilizando sua mudança de domicílio eleitoral para Santos, onde seria, também, candidato a prefeito. E por aí seguem as profecias das pitonisas de plantão, onde acentuam comentários sobre a veracidade de suas criações.

 Outras alegorias de carnaval que tentaram plantar na imprensa, diz respeito a determinadas filiações que estariam sendo feitas em determinado partido, por um atual Secretário de Estado.

 A imaginação fértil desse autor, tenta apenas, esconder seu incontrolável desejo de presidir a sigla partidária da qual faz parte, e na qual vem fazendo filiações em massa, enquanto atribui a outros, esse seu trabalho na encolha.

 Mas como aprendiz de feiticeiro que é, lembra muito uma frase popular, a do gato escondido com o rabo de fora.

 Mas como na verdade estamos em época de carnaval, até sugiro a ele que use tal fantasia, mas que controle o tamanho da cauda. Há sempre o perigo de ficar presa em alguma armadilha do passado.

 Na política brasileira ninguém é santo, portanto, não dá para viabilizar a canonização de ninguém.