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Discurso vazio

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 25/06/2013 Colunista: Eraldo José dos Santos

Esperar mais da presidente Dilma Rousseff em seu pronunciamento acerca das manifestações que vêm sacudindo a Nação seria uma verdadeira utopia. Não podemos nos esquecer que ela está encastelada no Palácio do Planalto levada pelo “messias” Luiz Inácio Lula da Silva, em troca de bolsas de todo tipo para aqueles que, de fato nunca tiveram nada, muitos dos quais ainda continuam deitados numa leniência criminosa, à espera dos benefícios do governo.

A política de só dar o peixe ainda rende muitos votos e é nisso que se fia o Partido dos Trabalhadores, o mesmo que protagonizou o maior escândalo de corrupção da República. E pousa de imaculado.

Por tudo isso soa falsa a posição da presidente em defesa de que a prática da corrupção seja tipificada como crime hediondo e de severas penas. Para os observadores mais atentos o discurso presidencial é inconsistente. Não se sustenta Pois do governo que se espera o exemplo é exatamente o que mais transgride.

A grande verdade é que a presidente, assim como os governadores, prefeitos e os políticos de maneira geral foram sacudidos pelos gritos das ruas e estão, até o momento, entorpecidos pela espetacular mobilização do povo.

Assistimos, nos últimos dias, posições patéticas de governantes, como as do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin que, num arroubo de prepotência, chegou a defender a chamada “borrachada democrática”, ou seja, a pancadaria contra os manifestantes das primeiras horas.

As borrachadas sobraram até mesmo para jornalistas e os discursos vazios vieram todos no mesmo tom: “os excessos serão apurados, disseram o governador, seu secretário de segurança e até mesmo o comandante da Polícia Militar. Este chegou mesmo a dizer que se jornalista não quisesse apanhar que não fosse para o ‘front’ de batalha.

Não nos esqueçamos também que tanto Alckmin como o petista Fernando Haddad batiam de pés juntos que as tarifas de ônibus não seriam reduzidas. Encurralados, sentiram a força do povo e recuaram.

O que a Nação quer e os políticos não enxergam, ou fingem não ver, é moralidade no agir; eficiência da máquina pública; e um basta a toda essa roubalheira.