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Os debates nas redes sociais

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 29/05/2014 Colunista: Carlos Pinto

A campanha eleitoral já vem se desenvolvendo a todo vapor nas redes sociais. E pela forma como ela se conduz, por certo teremos debates acirrados, beirando a baixaria explicita. Como frequentador, venho de algum tempo me restringindo apenas a ler os comentários postados, seus desdobramentos, e analisando a falta de argumentação de alguns, diante de quadros que não deixam qualquer margem de dúvidas.

Leio penalizado, críticas e aleivosias dedicadas a personagens da nossa política, sem qualquer respeito ao passado de lutas contra o regime exceção, que alguns deles enfrentaram, inclusive participando abertamente da luta armada. Falta conhecimento histórico a alguns desses críticos, que nos anos de chumbo ainda não haviam nascido ou, então, estavam escondidos embaixo das saias das respectivas mamães. 

É tanta baboseira e tanta coisa sem sentido, que nos faz crer que determinados frequentadores, agem a mando ou interesse dos partidos que defendem. A verdade é que, se depender do que se observa nas redes sociais, os partidos que hoje governam o país e alguns estados, estão com seus dias contados no poder. 

Não poderia ser diferente. Diariamente a imprensa detona denúncias de corrupção envolvendo políticos, empresários, doleiros e quem mais queira se locupletar as custas do povo brasileiro. Hoje em dia, político em palanque é alvo das mais variadas vaias e acusações.

O povo anda cheio de fazer papel de palhaço neste circo chamado Brasil. As manifestações contra a copa apenas escondem uma insatisfação contra o atual estado de coisas. Fica difícil entender que, de uma hora para outra, o brasileiro resolveu repudiar o futebol, considerado o esporte nacional.

E a isso aliam-se declarações infelizes protagonizadas por ex-jogadores e até pelo ex-presidente, sem considerar as falas incompreensíveis na nossa Presidente. Mas a realidade se apresenta ao povo quando procura um hospital e não encontra o atendimento que necessita, por mínimo que seja. Essa realidade torna-se mais visível quando entra num supermercado, e enfrenta um brutal aumento de preços nos gêneros alimentícios. Quando vai a uma feira, um açougue, uma padaria ou peixaria, e observa que os preços estão alcançando a estratosfera. E essa situação acaba desaguando em manifestações, pequenas ou grandes, ou até mesmo patrocinadas por grupos interessados em ver o circo pegar fogo.

Da forma como anda a carruagem, poderemos ter acontecimentos imprevisíveis neste processo eleitoral que se avizinha. Até lá vamos ler muitas bobagens nas redes sociais, que por certo vão destruir várias amizades. Quando entra o interesse político ou ideológico, ou mesmo o pecuniário, nunca se sabe onde o rio vai desaguar. De minha parte adotei a lei do silêncio, o que não quer dizer que já não saiba em quem devo ou não deva votar. Sempre fui favorável a mudanças.