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O que destoa na Copa do Mundo

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 08/07/2014 Colunista: Carlos Pinto

“Não precisamos apagar a

luz do próximo, para que a

nossa brilhe.”

(Gandhi)

 

Quando o governo brasileiro tomou a decisão de lutar para que a Copa do Mundo 2014 fosse realizada no Brasil, não houve qualquer reação contrária. Após a confirmação pela FIFA em reunião realizada na Suiça, todos aplaudiram, afinal de contas, desde 1950 que isso não acontecia. Foi uma alegria geral.

Quando começaram as obras dos estádios destinados ao evento, e a divulgação dos gastos que delas adviriam, começaram a gritar. Denúncias de superfaturamentos, de que as obras de infraestrutura não ficariam prontas a tempo, os dirigentes da FIFA detonando o governo brasileiro e apressando os preparativos.

Chegou o dia da abertura e os estádios estavam prontos, e várias obras de infraestrutura se perderam no tempo. Estradas, aeroportos, trem bala, obras de mobilidade urbana nas cidades sede ficaram a dever, por conta de um dos nossos pecados como país: fica tudo para a última hora. E nesse andar da carruagem, grupos resolveram tumultuar com passeatas contra a copa, tumultos, vandalismo e o mote “não vai ter copa”.

Sinais da falta de educação de uma parcela de brasileiros, reproduzidos no jogo Brasil e Chile, quando vaiaram o hino chileno. Sinais dessa falta de educação já haviam sido notados na abertura da Copa, quando hostilizaram a Presidente com impropérios impublicáveis. Se não gostam da forma como ela conduz a Nação, é muito simples: na eleição votem contra ela, não precisam transmitir ao mundo que somos um país de idiotas sem educação.

Aliás, sem educação, cultura, saúde, transportes e tantas outras coisas, por culpa exclusiva de quem não sabe votar. E seguiram-se outras baboseiras, como a do ex-jogador Ronaldo, “que não se faz uma copa construindo hospitais”. Os “acidentes de trabalho” ocorridos nos estádios, dizem ao contrário, senão, onde atenderiam o Neymar, vítima da brutalidade, da inconsequência e da irresponsabilidade de um jogador da Colômbia? Cito este, mas, ocorreram outros.

Mas em matéria de deselegância ninguém vence os argentinos. Aquele cidadão portenho, portando uma coluna vertebral para nos atingir em função do acidente do Neymar, é um belo exemplo. As músicas que entoam provocando os brasileiros é outro sintoma dessa falta de respeito. E a tudo isso os brasileiros não reagem, se encolhem. Afinal de contas estamos dando uma lição de como receber as equipes e os turistas que vieram para a Copa.

Mas como disse o Zagaia, vagabundo tem em todo canto do mundo e em todas as quebradas do mundaréu. Mas toda araruta tem seu dia de mingau, e até estou torcendo para uma final Brasil e Argentina. Quem sabe “los Hermanos” deixem o País com o rabo entre as pernas, feito cachorro magro.

Por último, a questão das arbitragens. Nunca vi tanto juiz ruim de serviço como nessa Copa. De longe, é o que mais destoa nesse evento, que apesar de tudo, trouxe uma grande visibilidade para o Brasil.