Jornal Espaço Aberto

Página Inicial

Colunas Impressas » De Olho na Política

Que mudanças queremos?

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 29/09/2014 Colunista: Carlos Pinto

“Não corrigir nossas faltas

é o mesmo que cometer

novos erros.”

(DA)

 

Tivemos durante um certo período, uma série de manifestações, passeatas, protestos e vandalismos com a participação de grupos descontentes com a situação do país, em função da corrupção desenfreada por parte de parlamentares e membros dos governos. Pediam mudanças, exigiam reformas e sofreram a ação da repressão por parte de órgãos policiais. Parecia que o povo brasileiro caminhava para as referidas mudanças clamadas pelas vozes das ruas. Ledo engano?

Ao que parece sim. Se os resultados dessas pesquisas revelam mesmo os desejos da sociedade brasileira, nada mudará. Quando o Deputado Tiririca lidera essas pesquisas, como potencialmente o mais votado, seguido por Paulo Maluf e Russomano, é um claro sinal de que aquelas vozes das ruas foram caladas ou, o povo estava surdo. E o que dizer dos governos estaduais? E o governo federal?

Os escândalos que se sucedem, demonstrando assaltos diários aos cofres públicos, enquanto os governos nos sangram com impostos cada vez mais salgados, parece que não se refletem na sociedade, como a comprovar a velha máxima de que “cada povo tem o governo que merece”. Por outro lado há uma nítida insatisfação da área militar para com o governo, mais precisamente a dita comissão da verdade, insatisfação essa contida em manifesto assinado por vinte e sete generais e altas patentes das três armas.

Junte-se a isso a manifestação de nossa Presidente na ONU, onde propôs um tipo de negociação com os membros do chamado estado islâmico, que dia sim e outro também, cortam cabeças de estrangeiros que capturam em países sob sua ação. Em matéria de diplomacia, o Brasil está beirando o ridículo, e só se mete em confusões. Recentemente tivemos um desnecessário entrevero com Israel, que levou a nossa diplomacia a ser “reverenciada” com resposta pouco edificante.

As delações premiadas do ex- diretor da Petrobrás, Paulo Roberto, e do doleiro Alberto Youssef, colocam a nu os escaninhos governamentais e do Congresso Nacional. Nada disso abala nossos ecléticos eleitores, catedráticos em aceitar promessas de campanha, que nunca se realizam. Pois entra ano e sai ano, e lá vai o rebanho votar nas promessinhas, acreditando piamente em tudo que reverberam nos programas eleitorais.

Então, que mudanças querem?

Sinceramente eu não sei. De há muito deixei de crer nessa democracia de fancaria, onde qualquer idiota se filia a um partido, e pode ser candidato a mamar nas tetas do governo. A representatividade no Congresso precisa ser revista, pois não se entende como todos os Estados têm direito ao mesmo número de senadores, a despeito do quociente eleitoral que possuam. É esperar e verificar, após o dia 5 de outubro, que mudanças os nossos eleitores preconizam, mesmo sabendo que os eleitos, nada mais são que o espelho de uma sociedade.