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Noutros tempos criminalidade derrubava comando

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 01/05/2015 Colunista: Eraldo José dos Santos

Os seguidos assaltos a equipes de TV, em especial o que teve como vítimas os colegas da TV Tribuna, pela ousadia de ocorrer durante uma transmissão ao vivo, é o que se diz no jargão da Reportagem Policial 'derruba comando'.

 

E não é pra menos. Permitir que ações como essa ocorram é decretar a falência do Estado. Se não houver uma reação enérgica e legal, o melhor é fechar as delegacias e quartéis e decretar o salve-se quem puder. Fazer como fazem os cidadãos na Cidade do México, uma das mais violentas do mundo. Criar milícias para se defender e aos vizinhos. Onde não se tem ordem e a lei não passa de letra morta, o Estado é omisso e muitas vezes sócio da bandidagem, lícito às pessoas de bem criar uma rede de proteção mútua.

 

Não dá mais para compactuar com um governo omisso, que apresenta estatísticas que sabe que não são reais, manipula números e anuncia aos quatro cantos que está combatendo a criminalidade, com uma polícia acomodada que não está ao lado da sociedade.

 

De um universo de 100 ocorrências 75 deixam de ser registradas. Esta é estatística real e os motivos são inúmeros, desde a canseira que se toma nos distritos, com espera de até quatro horas para se registrar um BO, ou os famosos 'desengomos', ou seja, quando os policiais insistem que o caso ocorreu em outra área para fazer com que o queixoso vá a outro DP.

 

Convenhamos, depois de um atendimento assim quem vai querer ir à Polícia. Além disso, a estatística correta é a que aponta que a Polícia Civil, a Polícia Judiciária, pouco investiga, perdeu sua essência. Já a Polícia Militar (PM) só se vê nas ruas para coibir manifestações, para promover reintegrações, para estas ações há contingente suficiente. Para policiar as ruas os comandantes dizem que não têm. Até quando?