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O fantasma do desemprego

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 22/06/2015 Colunista: Carlos Pinto

 

Não são as ervas daninhas

que matam a boa semente

mas sim, a negligência do

camponês.”

(provérbio zen)

 

Crescem em todo o País os números do desemprego, resultado de uma política econômica equivocada, aliada aos “empréstimos” para nações “amigas” realizarem grandes obras, às custas do sangue, suor e lágrimas do povo brasileiro.

Some-se a isso, as maracutaias, fraudes, e roubos descarados que arrombaram os cofres da Petrobrás e, consequentemente, do Brasil. Enquanto o governo brasileiro cuida da infraestrutura de países amigos, manda para o limbo as obras necessárias em nosso país.

E nesse ritmo estamos verificando a quebradeira geral nas empresas nacionais, sejam as de grande porte, até os pequenos comércios da periferia de nossas cidades. Com isso verificam-se as demissões na indústria automobilística, nas empresas portuárias, nas fábricas de calçados, tecelagens, metalúrgicas, comércio, jogando na marginalidade milhares de trabalhadores.

E parece que aos olhos do governo continua aquela fábula da marolinha, de que tudo é passageiro, que logo a economia entra nos eixos, como que num passe de mágica. As mentiras durante a campanha eleitoral, o engodo dos mais variados tipos de bolsas, nada disso muda essa postura governamental, mesmo diante de tantas acusações e suspeitas que rondam os mais variados escalões da política nacional.

Com o custo de vida aumentando dia a dia, os preços da alimentação em frenético ritmo de crescimento, e com a inflação se aproximando dos dois dígitos, nem assim o governo consegue adotar posturas mais condizentes com a nossa realidade.

Parece que vivem na ilha da fantasia, como se estivéssemos no reino do faz de conta, onde o bobo da corte percorre o país comemorando as demissões de jornalistas, em sua jornada de me engana que eu gosto.

E o que dizer da postura do apresentador Jo Soares? Nos tempos do regime militar já adotava princípios dúbios, e agora, em troca de benesses propiciadas pelas leis de incentivo à cultura, se transforma em garoto propaganda de um regime que massacra o povo brasileiro.

Para muitos o gordo está gagá, mas para grande parte da sociedade, ele está é defendendo o lado dele, pouco se importando com a situação da sociedade brasileira. Triste fim deste Policarpo Quaresma de arrabalde.

E la nave va. Resta saber por quais caminhos e a que porto chegará. Enquanto isso, como somos um povo apático e desmotivado, vamos nos tornando um bando de ovelhas a caminho do matadouro das liberdades individuais, e do direito da livre expressão do pensamento e criação.

Quando isso se tornar realidade, só nos restará apreciar a morte dos nossos sonhos e a escravidão dos nossos filhos e netos. Está mais que na hora de reagir.