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Cultura: Prevaleceu o bom senso na Cultura

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 25/07/2015 Colunista: Carlos Pinto

“Só os grandes sábios

e os grandes ignorantes,

são imutáveis. ”

(Provérbio Zen)

 

 A realização do FENTEPP – Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente, com a participação do Governo do Estado, foi garantida pelo bom senso do Governador Geraldo Alckmin. Em uma decisão no Palácio dos Bandeirantes, o Governador determinou ao Secretário de Estado da Cultura, que cumprisse o compromisso antes assumido e realizasse o convenio com a Prefeitura de Presidente Prudente, no valor de cento e oitenta mil reais.

 

Foi determinante para esta solução, o trabalho conjunto desenvolvido pelo Secretário de Cultura de Presidente Prudente, Fábio Nougueira, mais o Prefeito Tupã, de sua cidade e, o Deputado Mauro Bragato. Tivemos ainda outros companheiros nessa luta, que com suas ligações junto à assessoria do Governador, batalharam pela reversão de uma decisão esdrúxula adotada pela Secretaria de Estado da Cultura.

 

Com essa decisão do Governador Alckmin, tivemos um final feliz para este episódio, que demonstra a fragilidade política dos atuais ocupantes da pasta estadual da cultura, verdadeiros jejunos nas questões relacionadas com a gestão cultural. Eu se estivesse no lugar desse secretário, depois da decisão do Governador, pegava meu boné e ia cuidar de galinhas. Está claro que isso jamais aconteceria comigo.

 

Parabéns, pois, a todos que se envolveram nesta batalha, e conseguiram que o bom senso prevalecesse, e possamos todos vivenciar mais uma edição do FENTEPP, um dos maiores festivais de teatro do país na atualidade. Da mesma forma temos que parabenizar o encaminhamento da questão relacionada com a Casa de Câmara e Cadeia, de Santos, que após a reforma que está sendo implementada, tinha a Secretaria de Estado da Cultura a ideia de transforma-la em museu.

 

Museu de que ou de quem nunca se soube. Ocorre que os artistas da cidade pretendiam outra utilização, como anteriormente ocorria. Ao que parece nossas preces foram ouvidas e o espaço ganhará o status de Centro Cultural. Até a concretização final dessa ideia, estaremos todos de olhos abertos, pois pelos caminhos da política cultural aparecem muitos atalhos, alguns dos quais sempre perigosos. A utilização daquele espaço, um dos imóveis mais antigos de Santos, e que pertence ao IPHAN, sempre foi um denominador comum na produção cultural de Santos.

 

Para finalizar este comentário, só tenho que lamentar a censura que me foi aplicada por um veículo do interior, onde escrevo há vários anos. Temerosos de alguma atitude mais drástica por parte dos atuais governantes, aceitaram a cartinha de réplica da Secretaria de Estado da Cultura, e se negaram a editar a verdade contida em minha tréplica. Como nunca aceitei esse tipo de comportamento, não posso continuar a enviar meus comentários para esse órgão dito de imprensa.