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“Tem gente que precisa de uma mão...na cara” (Clodovil)

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 28/07/2015 Colunista: Toninho Madrugada

“Tem gente que precisa de uma mão... na cara”, a frase do falecido Clodovil (foi estilista e deputado federal), faz jus à palhaçada que estão fazendo com o nosso carnaval.

Segundo consta, já foi publicado, no Diário Oficial da Prefeitura da nossa amada Santos, a vontade do ilustre prefeito Paulo Alexandre Barbosa, em antecipar nosso Desfile de Carnaval para a semana que antecede o tradicional desfile das Escolas de Samba de Santos, ou seja, substituindo o saudoso desfile patusco e não patusco de “Dona Dorotéia vamos furar aquela onda", que durante mais de 60 anos foi organizado pelo Clube de Regatas Saldanha da Gama.

Usando minha experiência em organização dos desfiles, que modéstia à parte, tínhamos as melhores equipes, em toda pista, nossos desfiles cumpriam, regiamente, os horários determinados pela comissão, o povo não tomava canseira. O ex-secretário de Cultura Carlos Pinto é testemunha dessa organização.

Quem foi àqueles desfiles sabe qual era realidade, entregamos para a atual administração e a batata começou a assar.

Posterior a essa fase sofremos acidentes que resultaram em óbitos, por falta de elementos preparados na dispersão. No passado, eram responsáveis por esse setor nos nossos desfiles o Dô e o Mauro Mamadeira.

Joguei uma sugestão para evitar essa besteira que estão fazendo, ou seja: sábado desfilam as pleiteantes e o grupo dois; na segunda-feira, primeiro grupo A e na terça, o primeiro B. No domingo poderemos assistir a ‘Grande Rio’, falando de Santos, vindo a bica do Monte Serrat beber água do Itororó.

Senhor presidente da Liga e presidentes das nossas escolas, tem que ter peito para bater de frente. Para quem quiser ir ao Rio assistir o desfile da escola que vai homenagear Santos, existem seis meios para chegar lá: ônibus, avião, trem automóvel, moto ou se preferirem, o jegue.

Sambistas da nossa terra, vamos nos unir e acabar com essa palhaçada. Ou dá ou desce, não tem meio termo. Quem ama o samba da nossa terra da caridade e da liberdade, faz o que estou dizendo. A chapa esquentou, mas nos sambistas de fato e de direito, devemos virar a mesa. Axé!