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Que futuro esperam nossos filhos e netos?

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 06/09/2015 Colunista: Carlos Pinto

“A ave sai do ovo. O ovo é o mundo.

Quem quiser nascer tem que destruir

um mundo. Destruir no sentido de

romper com as tradições já mortas. ”

(Herman Hesse)

 

Diante deste quadro de roubalheira e destruição dos valores da sociedade brasileira, cabe perguntar a essa corja que nos governa, que futuro deixaremos para nossos filhos e netos? Não se trata apenas de criminalizar os governantes petistas, mas sim, todos aqueles pertencentes a outros partidos, irmanados nessa fúria alucinada em arrombar as finanças públicas, fruto dos impostos que somos obrigados a pagar.

A falta de vergonha de certos políticos é tanta, que todo o estoque de lustra móveis do país, é pouco para lustrar tanta cara de pau. Furtam na cara dura e desmentem seus males feitos com tanta desfaçatez, que até o mais infeliz dos incautos custa a crer. Em qualquer país do mundo, essa sem-vergonhice que assistimos diariamente pela imprensa, teria uma represália à altura, por parte da população.

E este aspecto da corrupção reinante não está afeto apenas ao governo federal. São centenas de casos e denúncias que envolvem membros de governos estaduais e, principalmente, de prefeituras deste imenso país. E o que mais choca, é que pilantras juramentados, reconhecidos como corruptos natos, são eleitos e reeleitos pelo povo que não valoriza sua grande arma, que é o voto.

Escapa a todo entendimento, como é que a justiça eleitoral aprova determinadas candidaturas, quando é sabido que respondem a processos e são investigados por envolvimento em atos de corrupção ou má gestão. Afinal para que serve a Lei da Ficha Limpa? É um engodo para tapar o sol com a peneira? Como pode um cidadão que foi defenestrado de cargo na administração estadual, a bem do serviço público, ter validada sua candidatura a um cargo executivo?

E como esse exemplo, existem centenas de outros por este país de meu Deus. É prefeito furtando as verbas da saúde e da educação. São parentes de prefeitos envolvidos até a medula nos desvios de verbas da merenda escolar. São os famosos percentuais sobre obras públicas, como estamos observando nos desdobramentos da Operação Lava Jato. Hoje em dia a semelhança entre os vários crimes financeiros é tanta, e tão variada, que batedor de carteira anda passando batido nas ocorrências policiais.

E ainda não foi destampado o baú do BNDES, onde se presume o tamanho do rombo, para financiar obras em países controlados por ditaduras selvagens. Aliás, um desses ditadores africanos, cujo país é beneficiário dessas benesses do nosso governo, durante o casamento de uma de suas filhas presentou os convidados com celulares de ouro. Precisa dizer mais?

Que mais precisa acontecer para que a população brasileira adote uma postura contra esse estado de coisas? Estão à espera de um herói que combata e derrote esse estado de coisas? Como disse Brecht em um de seus textos, “infeliz da Pátria que necessita de heróis”.