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Diversidade sexual é tema de formação para orientadoras

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 27/11/2015 Colunista: Alexandre Martins Joca

Dentro da programação da 4ª Semana da Diversidade Sexual realizada pela Prefeitura de Santos, “Gênero, Diversidade Sexual e Direitos” foi o tema da formação realizada para orientadoras educacionais da rede municipal de ensino, na quinta-feira (26).

 

A iniciativa, do Programa Saúde na Escola (PSE), em parceria com a Secretaria de Defesa da Cidadania, foi realizada no auditório da nova sede da Secretaria de Educação de Santos,

 

Taiane Miyake, coordenadora da Comissão de Diversidade Sexual, da Secretaria de Defesa da Cidadania, falou sobre a importância das políticas públicas. Travesti, Taiane frisou que a pessoa já nasce com uma identidade, que precisa ser respeitada. “Ser diferente é normal”.

 

A cordenadora afirmou que até a cirurgia para mudança de sexo leva dois anos para ser autorizada porque necessita de laudo psicológico e psiquiátrico, uma vez que está incluída na CID (Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde), portanto, considerada uma patologia. “Estamos tentando a despatologização e o Conselho Federal de Psicologia apoia a causa”, disse ela.

 

 Invisibilidade - A socióloga Cristiane Gonçalves, da Unifesp/Baixada Santista, discutiu sobre como o educador deve agir quando o aluno se sente estranho perante o grupo, sentindo o peso do deboche e preconceito.

 

A socióloga disse que há uma invisibilidade destes indivíduos na sociedade, não reconhecidos em sua humanidade, o que explicaria a violência contra eles. “O pensamento é: tudo o que não se encaixa no formato homem/mulher pode ser eliminado”. Cristiane disse que não há uma verdade, mas várias, e todas incompletas e para haver relações harmoniosas, é preciso reconhecer isso.

 

Professores colocaram situações vivenciadas em salas de aula que ultrapassam os muros da escola e na maioria das vezes o sofrimento do aluno ou aluna, começa em casa como relatou Milene Rodriguez, da escola Florestan Fernandes. Ela contou que passou por uma situação, em que o aluno estava sofrendo muito e teve que 'trabalhar' a família. A orientadora da unidade Fernando Costa concordou com o relato da colega “Faz parte da cultura machista. Temos que atuar junto às crianças, mas também com as famílias”. (Divulgação)