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América Latina: direita volver?

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 18/04/2016 Colunista: Carlos Pinto

“Aprendi com as primaveras

a me deixar cortar para

poder voltar inteira”

(Cecilia Meireles)

 

Há uma onda reformista percorrendo a América Latina. Os evidentes fracassos de governos ditos de esquerda, que pelo voto conquistaram o direito de governar suas nações, e cometeram erros crassos na condução desses governos, aliados à corrupção e outras anomalias, estão motivando essa onda reformista. Além disso, incutiram na mente de seus povos, que a chamada postura de esquerda nada mais representa do que um desgoverno em favor da corrupção.

Lamentavelmente cometeram tantos erros, mas o maior deles foi acordar uma direita com viés, em alguns casos, de revanchismo, que estava adormecida. E essa onda reformista se inicia pelo Paraguai, onde a chamada direita, pelo voto, ganhou novamente o poder. Posteriormente tivemos a vitória dessa ala na Argentina, e as crescentes manifestações que vem ocorrendo na Venezuela, onde o governo massacra o povo com a falta de respostas que esse povo necessita, promovendo prisões de opositores e implantando o medo de represálias.

Recentemente na Bolívia, em um referendo para tentar um novo mandato fora do que prevê a Constituição boliviana, Evo Morales foi derrotado pela oposição crescente ao seu governo, e o país corre agora em direção a essa onda reformista que varre a América Latina. Ao olhar para o Peru, o que vemos são dois candidatos que vão disputar o segundo turno eleitoral, sendo ambos representantes de partidos à direita do atual governo.

As mazelas cometidas em nome de uma esquerda corneteira, desprovida de boas intenções para com as sociedades latino-americanas onde se instalam, voltadas apenas para os seus interesses, fazendo alianças espúrias com partidos e políticos altamente comprometidos com a espoliação do povo, o resultado não pode ser outro, senão a revolta dos espoliados.

No Brasil o quadro não é diferente. Apoiado em falsas promessas eleitorais, o governo acabou se enredando em suas próprias mentiras, e o resultado está patente na situação econômica, social e política que o país atravessa. Viramos a chacota das demais nações, e a revolta popular surgiu nas ruas do País, em busca de soluções rápidas e viáveis para a volta do crescimento do Brasil. Há um desemprego em ascensão, faltam médicos, medicamentos e uma saúde de qualidade. A situação da educação e da cultura estão à beira do caos, e os demais serviços de responsabilidades dos governos, estão desaparecendo.

Muito embora a Câmara dos Deputados tenha aprovado por maioria, a instalação do processo de cassação da Presidente, creio eu que o melhor caminho seria a convocação de eleições gerais em todos níveis, como forma de pacificar a sociedade brasileira, bem como a retomada do nosso crescimento econômico, social, cultural e político.