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O retorno do Ministério

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 22/05/2016 Colunista: Carlos Pinto

“A natureza dos homens

é a mesma. São seus hábitos

que os mantem separados.

(Confúcio)

 

A gritaria foi geral. Mais por parte dos artistas acostumados a uma boquinha através da Lei Rouanet, do que os que jamais vislumbraram uma possibilidade sequer, de obter uma pequena ajuda por parte do governo ou das leis de incentivo. Uma gritaria centralizada em determinados estados, onde se concentram os mamadores de plantão. E foi só o Presidente acenar com uma Secretaria para o setor, que vários candidatos se propuseram ao “sacrifício” de aceitar o cargo de Secretário Nacional de Cultura.

 

Entendem agora os mamadores, que foi através de sua gritaria que conseguiram com que o Presidente revisse seu ato de finalizar o MINC. Ocorre que uma visita do ex-Senador José Sarney, que durante seu governo foi quem criou o MINC, ao Presidente Temer, conseguiu que tudo continuasse como antes do quartel do Abrantes. Isso deve ter acalmado os lábios dos que se acostumaram a viver às custas de uma ajudazinha por parte do Governo Federal.

 

Ocorre que jamais vi um desses mamadores realizando passeatas, shows e outros quetais, para minimizar o sofrimento de milhares de brasileiros que necessitam dos serviços públicos de saúde. Não o fazem porque são frequentadores dos bons serviços da medicina particular. Não o fazem porque a vaidade e o egoísmo não lhes permitem sair às ruas, para protestar contra todas as safadezas cometidas pelos governos deste país, contra a população desvalida. Carente de saúde, de educação, de um transporte de qualidade.

 

Não os vejo gritando contra o brutal aumento das taxas de laudêmio, que de um exercício para outro, foram majoradas em quase 300%. E é sempre bom informar que essa taxa não é paga apenas por moradores da faixa litorânea. Moradores ribeirinhos, em qualquer canto deste país, estão sujeitos a essa cobrança descabida, que segundo se sabe, parte dela é para sustentar os membros do antigo Império. Será que esses senhores e senhoras não podem trabalhar? Vivem a séculos às custas do erário federal recebendo uma substanciosa bolsa família.

 

Concordo que a existência do Ministério da Cultura, é benéfica à sociedade brasileira, desde que, sejam revistos os critérios que norteiam os benefícios da Lei Rouanet. A continuar como está funcionando, apenas os mamadores continuaram se beneficiando, o que será um crime contra a cultura nacional. É sempre bom relembrar que todos somos iguais perante a lei, razão pela qual, quem produz arte no Acre ou em Rondônia, tem os mesmos direitos dos paulistas, cariocas e baianos, que hoje deitam e rolam nessa lei de incentivo.

 

Quanto ao novo ministro, lamento minha desinformação, mas nunca vi e nem ouvi falar. Será mais uma cariocada?