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O estigma de Calabar

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 30/06/2016 Colunista: Carlos Pinto

“Aquele que mais estima

o ouro do que a virtude,

há de perder a ambos”.

(DA)

 

Desde os primórdios da nossa história, dos tempos em que os Inconfidentes lutavam pela Independência do Brasil, a figura do traíra ou delator, emoldura vários textos literários ou jornalísticos. Recentemente tivemos a figura do Cabo Anselmo, durante os anos de chumbo, quando a sociedade lutava pela volta do regime democrático.

Agora, quando a Operação Lava Jato tenta desvendar todo o mal feito realizado pela camarilha política que nos governa, surgem dezenas deles, que tiveram a coragem de fraudar, usurpar e furtar, mas se portam como calhordas covardes, que não tem coragem de assumir o mal que praticaram, sem dedurar os coautores de toda essa bandalheira não apresentando qualquer prova.

Não estou aqui defendendo essa corja delatada pelo cidadão Sergio Machado, que vinha sendo mantido no cargo que ocupava na Transpetro, pelos políticos que hoje ele entrega como partícipes da roubalheira praticada contra o povo brasileiro. Estou defendendo a agilização de todo esse processo de investigação, notadamente pelos membros do STF, e que as punições sejam exemplares.

Manter em prisão domiciliar o senhor Machado, na mansão que ele possui às custas das fraudes que praticou, é um escárnio contra toda a sociedade. Esses gatunos todos já deveriam estar atrás das grades, como qualquer assaltante de bancos. Seus bens já deveriam estar desapropriados e devolvidos ao erário. O que se percebe, é que está em marcha um esvaziamento da Operação Lava Jato, e que esse senhor Machado está a serviço desse desmanche.

A palhaçada em que se transformou a tal de Comissão do Impedimento de Dona Dilma, com senadores falando tantas asneiras que, se Sergio Porto, estivesse vivo, teria material para elaborar uns dez livros do seu famoso FEBEAPA – Festival de Besteiras que Assola o País. Todas as vezes que os senadores que defendem a Dona Dilma abrem a boca, vem um rosário de incoerências, tais como, essa de que o neoliberalismo começou na China, sob a presidência de Pinochet.

Está na hora de se agilizar esse desfecho da Lava Jato, como está na hora dos membros do STF, cuidarem com mais destreza de sua parte neste processo de limpeza do País. Da mesma forma a PGR do senhor Janot. Já se começa a temer que esse senhor Machado, esteja a serviço de alguma “pizzaria”, na formatação de um grande acordo para que a Operação Lava Jato não avance, e tenha seu trabalho truncado e finalizado.

É esperar para ver. Como diria o Zagaia, todo Calabar tem seu dia de maracutaia, assim como todo povo um dia cansa de ser roubado.