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Faltam políticas para o esporte

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 12/08/2016 Colunista: Carlos Pinto

“Não corrigir nossas faltas

é o mesmo que cometer

novos erros. ”

(provérbio zen)

 

Os primeiros resultados alcançados pelos brasileiros nesta Olímpiada que está sendo realizada no Rio de Janeiro, demonstram mais uma vez, a falta de políticas públicas para o esporte. A única medalha até então alcançada, se deve ao esforço individual do Sargento Wu, cujo apoio que recebe vem do Exército Brasileiro. Aliás, em uma modalidade que não ostenta qualquer conhecimento por parte da população nacional.

Judô e natação, que sempre mereceram algum reconhecimento e investimento, até o momento só conheceram derrotas. O futebol masculino começou tropeçando contra uma seleção africana, perdida entre egos, displicência e dinheiro em demasia para alguns de seus componentes. Falta a ela comando e disciplina, e até o afastamento de alguns ditos craques, que melhor figura fariam, se estivessem no banco de reservas.

E o triste é verificar que países como Croácia, Sérvia, Kosovo entre outras, cujas populações não somam dez por cento da nossa, tem atletas de primeira qualidade, equipes fortes em vários esportes, porque devem ter um apoio total de seus governantes. Se cinco por cento do dinheiro desviado nas várias fraudes que vem sendo descobertas neste país, fosse aplicado em políticas para o esporte, por certo teríamos resultados mais compensadores.

O futebol masculino, cheio de “craques” endinheirados, com apoio total de patrocinadores, nos últimos dez anos tem se constituído em verdadeiro vexame. Enquanto isso, o futebol feminino, até aqui, vem despontando com sucesso, com garra, honrando a camisa que vestem. No entanto, em nosso país, é uma modalidade que vive à margem de qualquer apoio por parte de quem quer que seja. Nossas jogadoras andam espalhadas pelo mundo, em países e clubes que apoiam essa modalidade, e que são agrupadas quando da realização de algum torneio internacional.

Judocas tidos até então, como fortes candidatos a uma medalha olímpica, nem bem entraram no tatame e já estão devidamente desclassificados. Nadadores endeusados, ainda não conseguiram qualquer resultado que justifique o investimento que devem ter recebido, além dos espaços na mídia nacional.

O Brasil é uma nação que não consegue estabelecer políticas públicas para nada, seja para o esporte, para a cultura, para a educação, a saúde e demais itens. Tem excesso de parlamentares, e ministros que desconhecem as pastas que ocupam. É certo que a abertura desta Olímpiada foi uma grata surpresa, mas não podemos ficar só nisso.

O país precisa trabalhar as práticas esportivas desde o ensino fundamental, através dos clubes, e eliminar os cartolas que se locupletam, enquanto o país obtém resultados pífios nos eventos em que participa.

O dia em que os brasileiros tiveram acesso a pratica de esportes, dentro de uma política que saiba trabalhar os talentos que forem surgindo, com certeza taremos participações mais brilhantes em todos os esportes. Para isso é necessário que tenhamos governantes interessados em implantar essas políticas em todo o país, e não apenas, em aumentarem suas contas bancárias em detrimentos dos interesses da nação brasileira.