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A farsa dos meninos bonitos

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 12/09/2016 Colunista: Carlos Pinto

Ao examinarmos os                                                                                                          erros de um homem,                                                                                                                                   conhecemos o seu                                                                                                       caráter.”

(Confúcio)

 

A farsa é um gênero das artes cênicas, de caráter puramente caricatural, fazendo crítica à selvageria de modo geral, sem preocupações com questionamentos de valores. E foi por este caminho que enveredaram os nadadores americanos, no episódio em que tentaram manchar o Brasil, através de uma denúncia falsa sobre um crime inexistente, de que teriam sido vítimas. Deveriam ter lido alguns textos de Gil Vicente e Ariano Suassuna, para ter um maior conhecimento da língua portuguesa, e, portanto, evitar esse vexame.

Depois de uma noitada de farra e bebedeira, cometeram atos de vandalismo em um posto de gasolina, e para tentarem esconder seus desmandos, resolveram jogar lama em nosso País. Não contavam com um aspecto fundamental da polícia brasileira. Quando querem, eles vão atrás e descobrem até ninho de cobras, e com isso, colocaram a nu, a farsa dos meninos bonitos da natação americana.

Aliás, um deles, o principal denunciante cujo nome me recuso a escrever, certo das atitudes que cometeu, tratou logo de retornar ao seu País, deixando os demais companheiros de vandalismo, entregues à própria sorte. Sua ficha de moleque é por demais conhecida em seu País, e por certo, deve receber por lá, a punição que a frouxidão do Comitê Olímpico Brasileiro amenizou, através da palavra do Diretor de Comunicação do órgão. Além de tudo, trata-se de um cidadão covarde, que fugiu para não assumir as suas responsabilidades.

O Brasil realizou uma grande Olímpiada, com poucas falhas, contrariando os eternos críticos que entendiam que tal evento seria um fiasco. Entre eles, o apresentador da TV americana, Stephen Colbert, que em seu Late Show, não se cansou de jogar pedras no Brasil, antes do certame. Mas o vento que venta aqui, também venta lá, e gostaria de saber o que esse cidadão metido a comediante, vai falar da atitude dos nadadores do seu País.

Os estádios sempre lotados, seja em qual esporte estivesse sendo disputado, com uma torcida vibrante que elegeu seus ídolos, e vaiou aqueles que, através de pronunciamentos pouco republicanos, tentaram deslustrar a vitória de atletas brasileiros, e do nosso povo. Atletas nacionais pouco conhecidos no País, tornaram-se ídolos através de suas vitórias memoráveis. Vitórias de garra, de amor ao Brasil, que tiveram o reconhecimento do povo brasileiro.

Resta agora saber o que vai acontecer com os atletas americanos, que realizaram a pior façanha desta Olimpíada, tentando deslustrar toda uma Nação, com sua farsa de moçoilos mimados. O Comitê Olímpico Internacional, bem como o Comitê Americano, não pode passar a mão na cabeça desses vândalos, que devem receber uma punição exemplar. Quanto ao Comitê Olímpico Brasileiro, sua atuação neste episódio foi simplesmente ridícula.