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As bravatas do comandante

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 30/09/2016 Colunista: Carlos Pinto

 

As recentes operações da Lava Jato, estão aprofundando as implicações do ex-Presidente Lula, nos escândalos de corrupção que envolvem a Petrobrás e outros órgãos do Governo Federal. Envolvem também, outros membros dos governos petistas e de partidos aliados, notadamente, o PMDB. Além da Petrobras, o BNDES desponta como bola da vez não apenas neste quesito da corrupção, mas também, pelos nebulosos patrocínios de obras faraônicas em países da América Latina e África. É uma caixa de segredos que após desvendados, por certo farão com que estes ditadores de fancaria de países vizinhos, tenham dias de insônia.

Os desdobramentos oriundos dos pronunciamentos dos promotores da Operação Lava Jato, trazem em maior evidência as bravatas do comandante, como foi adjetivado por eles, o ex-Presidente. Desfilando por palanques no nordeste do País, viajando em jato particular, com despesas pagas por não sei quem, Lula tem desfiado um sem número de adjetivos na tentativa de atingir o juiz Sergio Moro e seus assessores. No desespero de uma autodefesa, fala demais e se complica, pois não consegue convencer ninguém.

Na eminência de ter que sentar na frente do juiz Moro, tenta desqualifica-lo e com isso aumenta as suspeitas da sociedade, sobre sua efetiva atuação nos referidos escândalos de corrupção. A prisão do ex-Ministro Mantega, colocou mais lenha na fogueira em que ardem vários integrantes da classe política brasileira. As acusações contra ele, formulada por outros envolvidos no esquema fraudulento de obras da Petrobrás, por certo trará mais claridade após sua oitiva em Curitiba.

Por outro lado, estamos em plena corrida eleitoral visando a renovação das Câmaras Municipais e, das mais de cinco mil prefeituras do País. O que vemos em algumas propagandas de candidatos, notadamente em Santos, são o cometimento de erros grosseiros de português, além de propostas que não se coadunam com o atual quadro econômico do País. Não se pode entender como alguns candidatos, que em seus programas falam de transformações no setor de educação, venham a cometer erros grosseiros contra o vernáculo. Em alguns casos, tão gritantes, que devem ter proporcionado a Camões, uma revirada no túmulo.

O nível dos candidatos, por suas propostas, chega a ser sofrível, e nos dá a nítida dimensão do que nos espera nos próximos quatro anos, com relação às Câmaras Municipais. Esse quadro demonstra o desencanto da sociedade com a participação na política, abrindo espaços para que candidatos sem expressão, sem qualificação e sem propostas plausíveis, se arvorem em arrumar um emprego público. Ficar achando que o juiz Sergio Moro é o nosso herói, me faz lembrar de uma frase épica de Bertolt Brecht: “Infeliz da Pátria que necessita de heróis”.