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As perspectivas culturais para São Paulo

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 17/10/2016 Colunista: Carlos Pinto

“O trabalho mais duro do

mundo, é não fazer nada. ”

(Provérbio Italiano)

Após a primeira etapa das eleições municipais em nosso Estado, começaram a se delinear algumas mudanças no panorama cultural de alguns municípios. Em outros, haverá uma certa continuidade, dependendo das questões orçamentárias em função da crise econômica que o país atravessa. No caso de Presidente Prudente, é quase certa a continuidade de Fábio  Nougueira, na condução da Secretaria de Cultura, o que projeta a sequência do bom trabalho que vem sendo realizado naquele município.

Em São Carlos, a vitória de Airton Garcia já começa a produzir mudanças, na área cultural. Com o convite formulado a Getúlio Alho para o setor, por certo teremos mudanças para melhor, já que o alcaide anterior nada produziu ou deixou produzir nesse setor. Cometeu uma série de equívocos, e administrou de costas para o setor cultural. Uma cidade que sempre se destacou na produção cultural, com grandes eventos, passou quatro anos em um verdadeiro marasmo, salvo pelo pouco tempo em que Ney Vilela comandou a cultura sancarlense.

Em Franca, que durante os dois mandatos de Sidnei Rocha, cresceu muito em sua movimentação cultural, passou quatro anos chafurdando na pouca habilidade do atual Prefeito, cujos equívocos quase o conduziram a cassação de seu mandato pela Câmara Municipal. Como a eleição na cidade vai se definir em um segundo turno, ao qual Sidnei Rocha concorre com boa margem percentual sobre seu adversário, por certo a Franca do Imperador voltará a produzir grandes eventos, e a ocupar lugar de destaque entre os municípios paulistas nesse setor, caso a vitória de Sidnei se confirme.

Na Baixada Santista teremos mudanças em quase todas as cidades. São Vicente, que vem se destacando em função do belo trabalho realizado por Amauri Alves, à frente da Secretaria de Cultura, observará uma nova perspectiva. O Prefeito eleito, Pedro Gouveia, já exerceu o cargo de Secretário de Cultura do Município, em uma gestão pouco produtiva, e o Amauri está se preparando para uma mudança radical em sua vida. Deve mudar residência para Portugal, onde já vem desenvolvendo um bom trabalho em alguns meses do ano.

Em Cubatão, Bertioga e Guarujá, com novos Prefeitos, por certo haverão reformulações que espero sejam para alavancar o processo cultural nessas cidades, enquanto Praia Grande, com a reeleição do atual Prefeito, poucas mudanças deverão acontecer. Em Santos, o Prefeito Paulo Alexandre Barbosa, também foi reeleito, e a comunidade cultural do município aguarda mudanças no setor.

No entanto, tudo dependerá da situação econômica do País, pois ninguém faz milagres. A Cultura é um setor de formação, que depende de dotação orçamentária para se expandir, e consequentemente não produz grande retorno financeiro. O retorno do setor é exclusivamente intelectual, o que deveria obter dos governantes, os recursos necessários ao seu desenvolvimento.