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O preço da revolta no mercado negro

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 31/08/2017 Colunista: Carlos Pinto

 “ O tempo desmascara as

aparências, revela a mentira

e expõe o caráter. ”

(DA)

 

O título acima, que tomei por empréstimo, é de um texto teatral do grego Dimitris Dimitriadis, que tive o prazer de encenar nos anos setenta. O tema da obra refere-se ao assassinato de um deputado comunista do parlamento grego, que se opunha ao governo ditatorial que era exercido em seu país. Essa obra tem muito a ver com o que hoje ocorre neste Brasil de meu Deus, onde a corrupção reina, manda e desmanda, que tem como presidente um cidadão que agora resolveu entregar ao imperialismo, nossas maiores reservas minerais situadas na Amazônia.

 

Ao extinguir por decreto, a Reserva Nacional do Cobre e Associados (RENCA), reserva essa rica em ouro, nióbio e outros minerais de grande valor econômico, o senhor Michel Temer pretende fazer a entrega dessa área de 47 mil metros quadrados, a iniciativa privada para que a explore. Uma área do tamanho do estado do Espirito Santo, situada entre os estados do Amapá e Pará, em plena Amazônia, que será devastada por empresas de mineração estrangeiras, comprometendo uma das maiores florestas do planeta.

 

 Em julho passado o Presidente Michel Temer (PMDB) já havia tirado uma grande parte da área de preservação Jamanxim, reserva essa também situada no estado do Pará. Esta decisão governamental provocou vários protestos de artistas, ambientalistas e políticos, além de especialistas no setor. Jamanxim foi declarada área de preservação em 1984. Muito embora o Ministério de Minas e Energia afirme que as populações indígenas não serão afetadas, existem também as empresas que efetuaram solicitações para realizar pesquisas na área, e que agora tiveram seus pedidos invalidados pelo governo.

 

O que se sabe é que vários países têm interesse nessa área preservada, entre eles o Canadá, os Estados Unidos, a Austrália e a África do Sul. Todos querem avançar nos tesouros escondidos na Amazônia, e que pertencem ao povo brasileiro. O nióbio, é um dos minerais mais raros e caros do mundo, sendo o Brasil, principalmente nessa área ora desvinculada de sua proteção, portador da maior reserva mundial. Razão pela qual, os países antes mencionados e outros que utilizam esse mineral, estarem de olho para avançar nessa riqueza que o Brasil vem exportando a preço de banana.

 

 E para facilitar esse avanço, o senhor Temer resolveu ajudar o trabalho dessas empresas internacionais que representam o capitalismo selvagem e espoliador. A sociedade brasileira não pode permitir tamanha entrega dos nossos bens e nossas riquezas minerais. Além do que, ao entregar aos extrativistas alienígenas essa vasta área, colocará em perigo grande parte da floresta amazônica, pulmão do mundo. Haverá também a destruição de grande parte de nossa flora e fauna, com a perspectiva de extinção de espécies que só existem nessa área do País.

 

 Portanto, devemos cerrar fileiras contra essa baixeza, e esse ataque aos interesses nacionais. Está na hora do povo brasileiro começar a tomar ciência do quanto está sendo espoliado e manipulado, por essa corja que ora diz que governa esta Nação. Todos contra esse decreto infame. Todos contra a entrega das riquezas nacionais. Chega de roubo e espoliação.