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Que democracia queremos?

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 23/08/2018 Colunista: Carlos Pinto

 “O homem de bem exige

tudo de si próprio, o homem

medíocre espera tudo dos

outros.”

(Provérbio zen)

 

        Concretizadas as convenções partidárias, teremos um fluxo de treze candidatos, segundo informações da imprensa. E no anedotário popular, treze significa um numero de azar, de má sorte, essa desdita que o Brasil vem vivenciando por longos anos. E por andar do carro de bois, com raras exceções, qualquer um desses candidatos que levar o palácio de Brasília, dificilmente vai tirar o país desse atoleiro em que foi enfiado pela falta de consciência dos nossos eleitores.

        Tenho tentado assistir aos debates patrocinados por algumas TVs, mas desisto no meio do caminho, mais pela incompetência dos entrevistadores, do que mesmo pela qualidade ou não dos candidatos. O Brasil nunca produziu tantos entrevistadores de botequim, como essa leva que se propõe nos propiciar algum conhecimento sobre os citados pretendentes. São raivosos, politicamente deformados, estão ali para favorecer o candidato de sua preferência, em detrimento do serviço que deveriam prestar ao eleitorado brasileiro.

 O Brasil e sua sociedade, merecem um governante que não se alie a qualquer corrente de pensamento político e ideológico, apenas com o sentido de chegar ao poder. O poder é efêmero, e pode durar quatro dias ou quatro anos. Não se consegue tirar uma proposta que vise um futuro risonho, na maioria dos pretendentes ao trono de Brasília. Quando uma patrocinadora de debates, se propõe a colocar uma cadeira vazia porque quem deveria ali estar, na verdade está preso, condenado por corrupção, essa emissora está de sacanagem com o povo brasileiro.

 Quando determinados “jornalistas” emitem suas questões aos candidatos, fica no ar a falta de qualidade dessas questões. Não dá para aguentar uma pergunta a um candidato sobre a revolução de 64, como se esse candidato dela tivesse participado. Todos sabem pela idade, que o perguntado era adolescente, se muito, no referido período. E que democracia é essa que deixa de fora dos debates uma boa parcela dos candidatos? Conjunturas das leis elaboradas por esse Congresso amestrado? Democracia prevê a participação de todos. Fora disso estamos em qualquer sistema político, menos, em uma democracia.

 Com esse sistema que afasta boa parte dos pretendentes, não teremos uma eleição, mas sim, uma farsa a la Mestre Pathelin. Se há um debate, todos os candidatos devem e precisam estar presentes, o que não está ocorrendo. O povo quer e precisa saber das propostas de todos os candidatos, para que faça sua avaliação e deposite seu voto com confiança e acerto no candidato escolhido. E mais, precisamos de jornalistas ou inquisidores com um mínimo de conhecimento dos problemas brasileiros, para saberem como fazer, minimamente, uma pergunta a qualquer dos candidatos.

 Chega de manipulação por parte da mídia televisiva, que quer eleger quem com ela tem acertos. O país não suporta mais ter um dirigente afastado dos problemas nacionais, e chegado a atender as necessidades dessa mídia acoplada ao poder. Precisamos de projetos nas diversas áreas da república, que atendam verdadeiramente os interesses nacionais. Que afastem da Amazônia os grupos internacionais que ali se encastelaram e estão nos subtraindo todas as riquezas do nosso solo. Cansei de ser roubado.