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Os dez anos do Mirada = um teatro sem fronteiras

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 27/08/2018 Colunista: Carlos Pinto

Os dez anos do Mirada = um teatro sem fronteiras

“Há dois tipos de pessoas: as que

fazem as coisas e as que ficam com

os louros. Procure ficar no primeiro grupo.

Há menos competição por lá.”

(Indira Gandhi)

 

       Lá se vão dez anos da primeira edição do MIRADA – Festival Ibero Americano de Teatro de Santos, uma produção patrocinada pelo SESC, que neste ano conta com a participação de grupos de treze países, tendo a Colômbia como país homenageado. Tudo nasceu em uma reunião realizada no Gabinete do então Prefeito João Paulo Papa, com a presença de Danilo Miranda, da Prefeita Dona Teófila, da cidade de Cádiz, na Espanha, e Isabel Ortega.

        Durante estes últimos dez anos, nossa região teve a oportunidade de verificar um painel atualizado das artes cênicas nos vários países de línguas espanhola e portuguesa. Além disso, as palestras e debates propiciaram um amplo conhecimento dos experimentos teatrais desses países participantes, com uma vasta troca de importantes informações. Nesta edição, teremos a apresentação de 41 espetáculos, que além de Santos, percorrerão as cidades de São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Bertioga, e demais municípios da Baixada Santista e Litoral Sul do Estado.

        De 5 a 15 de setembro, nos vários teatros da região, praças e ruas, estarão à disposição de todos uma gama de apresentações com suas marcas de diferentes nações, em uma amostragem do trabalho desenvolvido pelos criadores das artes cênicas em toda a Ibero América. Em seu lançamento no último dia 15 de agosto, tivemos a apresentação de Fernanda Montenegro (foto), e seu espetáculo sobre Nelson Rodrigues, o grande dramaturgo brasileiro, responsável por uma virada em nosso teatro com seu texto “Vestido de Noiva”.

          Está chegando a hora de rever vários companheiros do teatro mundial. Entre eles Pepe Bablet, diretor teatral e Coordenador do Festival Ibero Americano de Cádiz, pai e mãe de todos os eventos dessa natureza que ocorrem em países da latino-américa. Derrubar fronteiras que isolam as nações, é uma das funções da arte, principalmente das artes cênicas. Na visão poética de Yeugeny Evtucheko, grande poeta russo, só deveria haver uma fronteira, aquela que separa a nação internacional dos homens bons, da nação internacional dos homens maus.

         Nesta oportunidade devemos parabenizar o SESC, na pessoa de Danilo Miranda, pela continuidade deste evento em nossa cidade. Cumprimentar os funcionários dessa instituição, na pessoa do Neto, que se dedicam durante meses a programar e construir o MIRADA. Agradecer a todos quantos juntam seus esforços na concretização deste evento, um oásis na atualidade cultural brasileira.

          Que todos possam aproveitar esta oportunidade, e usufruir dessas apresentações que percorrerão nossas cidades, especialmente em Santos. Que os novos experimentos e ideias, possam servir para aumentar nossas esperanças em um mundo melhor, mais humano e solidário. Que os grupos que nos visitam, tenham uma bela estada em nossa terra, e que levem a melhor das impressões do nosso povo. Sucesso para esta nova edição do MIRADA, em seus dez anos de existência. (Foto: Divulgação)