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O tribunal das injustiças

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 04/12/2018 Colunista: Carlos Pinto

 “As leis são como as teias de

aranha; os pequenos insetos

prendem-se nelas e os grandes

rasgam-nas sem custo.”

(Anacorsis – 600 a.C.)

 

Recentemente um desses Ministros do STF, negou um recurso de uma senhora que havia furtado alguns alimentos para dar aos seus filhos. Esse mesmo Ministro, junto com seus pares, prepara a aprovação de uma indecorosa proposta de indulto para marginais, enviada pelo atual Presidente da República. Essa é a imagem que passa desse dito Superior Tribunal de Justiça, para a população do nosso país, que resulta nessa enxurrada de manifestações pelas redes sociais, pedindo o fim dessa corte da injustiça.

O fato de não estar dando nome aos bois neste comentário, é porque realmente me dá nojo citá-los nominalmente, e ademais todos estão familiarizados com tais assuntos. No caso do Presidente, cuja biografia já está totalmente enlameada com esta proposta na tentativa de livrar a cara dos seus parceiros de mutretas, acaba de adentrar a lata de lixo da história desta Nação. Quando se abrirem as comportas das investigações que a PF e MP realizam no porto de Santos, por certo terá um par de algemas a sua espera, e verá sua biografia totalmente enterrada num mar de lama.

É chegada a hora de se processarem algumas mudanças no poder judiciário. A simples nomeação de juízes para o STF, precisa ser revista, pois mais justo seria, se houvesse concurso toda vez que uma vaga é aberta. Cada membro do STF que é nomeado pelo Presidente de plantão, fica devendo a ele uma certa subserviência, que na verdade, passa ao largo da justiça que esse Tribunal deve realizar. Hoje em dia, tem membro dessa corte que jamais conseguiu passar em um concurso para magistrado. Qual seria então a sua competência, senão a de servir ao patrão que o nomeou?

Outro assunto que deve sofrer mudança com urgência, é essa questão do foro privilegiado. Isso tem que acabar em definitivo, pois ninguém está acima da lei, principalmente dos princípios que norteiam a Constituição Federal. Essa chaga dos privilégios que sustentam as mordomias dos membros do Congresso, precisam chegar a um final. É verba paletó, é verba para mudança, é verba para tudo que é finalidade, custeadas pelos escorchantes impostos que nos são cobrados. Como qualquer trabalhador, os políticos têm mais é que receber o salário limpo, sem esses adereços que triplicam seus ganhos.  

 O povo brasileiro tem sido muito paciente com os desmandos praticados pela classe política, nestes últimos trinta anos. E esses desmandos não estão apenas na Capital Federal, mas também, espraiados pela maioria dos municípios brasileiros, onde prefeitos incompetentes e inescrupulosos, enchem os bolsos enquanto a população amarga uma total indiferença. A Lava Jato precisa começar a se dedicar a este capitulo que envolve a corrupção na maioria das Prefeituras brasileiras. E os eleitores, que tratem de escolher melhor seus representantes, e dar uma continuidade nessa faxina iniciada nas últimas eleições.