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Os canalhas

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 05/02/2019 Colunista: Carlos Pinto

 

“O homem de bem exige tudo

de si próprio. O homem medíocre

espera tudo dos outros.”

(proverbio zen)

 

Nestes últimos dias tenho me dedicado a ler as opiniões de meia dúzia de canalhas, entre os quais se incluem o ex-senador Roberto Requião e a ex-deputada Jandira Feghali. Ao tecerem comentários sobre a tragédia de Brumadinho, estes imbecis, mais outros menos votados, simplesmente aplaudiram o ocorrido, e que os moradores de Brumadinho mereceram esse castigo, porque mais de sessenta por cento dos eleitores de lá, votaram em Bolsonaro. Serem mais desumanos é impossível. Serem mais canalhas e pilantras, também.

Por outro lado, a fogosa Gleise Hoffman, mais um outro deputado do seu partido, foram para Brumadinho, com a intenção de fazer proselitismo político e acabaram sendo enxotados pela população, que diante da desgraça que os assola, estavam pouco interessados em ouvir políticos de um partido que ostenta responsabilidades no referido acidente. Em linhas gerais, li coisas que atestam a maldade humana e depõem contra determinados elementos da nossa raça.

Alie-se a isso o cidadão que preside a Vale, que mais parece um retardado, quando ocupa os microfones para tentar explicar o inexplicável. O vídeo onde uma funcionária, cuja função era servir os cafezinhos para a os diretores da empresa, onde relata tudo que ouvia nessas reuniões, detonando todo o manancial de mentiras que tentam impingir a população.

E nas redes sociais verificamos alguns imbecis, com tendências nazifascistas, criticando a equipe que veio de Israel para ajudar nas tentativas de salvamento de alguns sobreviventes. Enquanto Israel se preocupou em nos ajudar, governantes de países que se locupletaram com o dinheiro dos brasileiros, na realização de obras necessárias em seus países, sequer se manifestaram.

Por último, o final de semana nos reservou um espetáculo digno de uma tragédia moral. A eleição para a presidência do Senado Federal, foi repleta de ações pouco dignas para qualquer representante do povo. Tivemos furto de pastas da mesa que presidia o conclave; tivemos fraude na votação com mais votos do que o número de votantes, enfim: uma comédia pastelão para rivalizar com as artimanhas da farsa teatral protagonizada pelo Mestre Pathelin.

A eleição do Senador Davi, ilustre desconhecido membro do chamado baixo clero, que derrotou o senador “carcará” Renan Calheiros, é bem uma repaginada na velha estória de Davi e Golias. Só que atrás desta velha estória, estava o autor, Ministro Onix Lorenzoni, que conseguiu uma das grandes proezas da política brasileira. Seu partido, o Democratas, emplacou a presidência do Senado, a presidência da Câmara dos Deputados e, mais três Ministros de Estado.

A eleição da presidência do Senado Federal, revelou mais uma vez, o caráter de determinados políticos, e ressaltou a veia teatral do Renan Calheiros, em sua estratégica retirada ao saber que jamais seria eleito. São os novos capítulos desta farsa em que está transformada a cena política nacional. Fiquemos atentos aos novos capítulos. Os canalhas não estão apenas no Congresso Nacional. Eles pululam pelos Estados, sejam vereadores ou prefeitos, sempre ávidos em usufruir das benesses dos cargos que ocupam. Quanto ao povo, como diria Justo Verissimo, “que se exploda”.