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Tirem as patas da Amazônia

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 15/10/2019 Colunista: Carlos Pinto

 “Não são as ervas daninhas

que matam a boa semente,

mas sim, a negligência do

camponês.”

(provérbio zen)

 

De uma hora para outra, a Amazônia virou o foco das notícias sobre o Brasil. Até o Papa resolveu dar seus pitacos sobre a nossa soberania na área. Devia era tratar de assuntos mais afetos à igreja, tais como, a proliferação da pedofilia entre alguns de seus membros. Além disso, cuidar das novas denúncias sobre corrupção no banco do Vaticano, esse mesmo banco que tem entre seus clientes, figuras exponenciais da Venezuela. Será por causa desses clientes que ele não abre a boca sobre os acontecimentos no país vizinho?

Não vi qualquer pronunciamento dele, nem do Macron, nem de alguns dos empedernidos ambientalistas, sobre o crime praticado em nossas águas territoriais. O derramamento de petróleo, criminosamente executado no litoral norte e nordeste do país, vai produzir estragos irreparáveis na fauna e flora. E esse tipo de petróleo, denominado “boscan”, cuja origem é venezuelana, não serve para nada. Desde os meus tempos de Petrobras, é sabido que esse tipo de petróleo só serve mesmo é para produzir asfalto, tal a sua densidade.

Mas o grande problema de determinados países que pretendem a internacionalização da Amazônia, não são as queimadas nem o desmatamento, mas sim, a riqueza do subsolo. As jazidas de nióbio, de ouro, prata, manganês, entre outros minerais, despertam a cobiça desses países, notadamente da França, que além de explorar países africanos, quer fazer o mesmo com o Brasil. Razão pela qual deixo no ar a pergunta que não quer calar: porque o Papa, a ONU, a França, Noruega e ONGs Ambientais, se mantem caladas sobre o assunto?

Está claro que que se trata de um ato criminoso, que tem que ser apurado nos mínimos detalhes, para que se possa punir os culpados. Da mesma forma devem ser anuladas todas as vendas de terras na Amazônia, efetuadas por índios espertos, asseclas do Raoni, que de a muito se vendeu aos franceses. A defesa da nossa soberania é uma luta sem tréguas, no dia a dia, que não nos permite vacilar um só momento. Estavam acostumados a governos corruptos, que vendiam até a própria mãe, em troca de milhões de euros estocados em bancos de paraísos fiscais.

Determinados congressistas, bem como alguns membros do STF, devem ser extirpados da vida nacional, para que se possa construir um novo Brasil, mais justo e menos corrompido. Da mesma forma nos Estados e municípios, o povo deve fazer suas avaliações e aproveitar o período eleitoral do próximo ano, para “aposentar” todos aqueles cuja conduta esteja fora dos parâmetros da honestidade. Cortar os privilégios da classe política é assunto que urge, pois não dá mais para pagar a conta que tais privilégios acumulam.

Não só devemos exigir que os colonialistas tirem as patas da Amazônia, como devemos colaborar para que a classe política nacional seja revista e reformulada, mudando-se a quase totalidade dos atuais membros do Congresso Nacional, Assembleias estaduais e Câmaras de vereadores. Mudar é preciso. O momento exige isso de nós.