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Os escrotos

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 07/03/2020 Colunista: Carlos Pinto

 “Aquele que mais estima o

ouro do que a virtude,

há-de perder a ambos.”

(provérbio zen)

 

São vários os espectros que determinam essa classe de escrotos que infestam a política brasileira, hoje liderado pelos presidentes do Senado e da Câmara Federal. Querendo manter benesses auferidas em governos anteriores, desde Sarney até Temer, não medem consequências para atingir seus propósitos, colocando em risco a frágil democracia em que vivemos. Quando sentiram que a casa ia cair, correram para se acertar com o Executivo e aprovar tudo que seu rei mandou. Hoje, meio acoelhados, perderam totalmente o respeito dos brasileiros de bem.

Escrotos, aqueles que utilizaram seus votos para eleger um bando de safados, que hoje tentam de todas as formas desestabilizar o governo, em conluio com boa parte da mídia podre do país, em prejuízo de toda a sociedade brasileira. Vendem o voto por uma cesta básica ou uma dentadura, e depois se queixam da situação de desemprego, de falta de um atendimento médico de qualidade ou de um ensino de primeiro mundo. Escrotos, aqueles que se elegeram como governadores na esteira do bolsonarismo, e hoje, com um apetite maior que a própria boca, jogam no quanto pior melhor para que os seus interesses eleitorais prevaleçam.

Escrotos, os que mandam a polícia bater em funcionários que lutam por direitos, um salário melhor e boas condições de trabalho, a exemplo do que ocorreu recentemente na Assembleia Legislativa de São Paulo. Como escrotos são os deputados que votaram na proposta de previdência enviada pelo Executivo, sem ao menos discuti-la com os representantes da classe. Entre eles, os três representantes de Santos.

Sempre coloquei em meus comentários, que o povo precisa aprender a votar, evitando assim a eleição de figuras cujos compromissos são com eles próprios e seus apaniguados. Em breve, teremos novas eleições e mais uma oportunidade de alijar da vida pública, Prefeitos e Vereadores que em nada contribuíram para o povo de suas cidades. Oportunidade de evitar a eleição de determinados deputados, que mesmo sendo professores votaram contra sua classe neste recente episódio da Assembleia paulista, e vão se apresentar como candidatos a prefeitos em suas cidades, inclusive em Santos.

Essa escória precisa ser banida da vida pública, em nome da democracia e dos reais interesses da sociedade brasileira. Vamos aproveitar e evitar de continuar colocando lixo nas urnas, pois esse lixo acaba inundando as cidades em cada temporal, face a falta de um trabalho voltado para as necessidades do nosso povo. Uma escória oportunista, que se aproveita até da desgraça alheia, como é o recente caso da tragédia que se abateu sobre a Baixada Santista, e fica no palanque fazendo proselitismo e considerando velhas promessas eleitorais que nunca foram cumpridas.

Todos nós, eleitores, temos nossas culpas, pois votamos em “amigos”, em parentes, ou por solicitação de algum chegado. Precisamos aprender a votar em ideias, em propostas concretas que possuam viabilidade de execução, que respeitem os anseios da coletividade, e não, em candidatos que nem sabem ao certo onde nasceram, que procuram apenas visualizar seus interesses, que na verdade, não são os interesses de todos nós. O país quer mudanças, e entre elas, a mudança radical desses representantes que hoje estão nos parlamentos do país. Limpemos o lixo que infesta nossas casas legislativas e prefeituras, para que no futuro não tenhamos mais tragédias como a que hoje vivenciamos.