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A política como espetáculo

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 31/05/2020 Colunista: Carlos Pinto

 “Há dois tipos de pessoas: as que

fazem as coisas e as que ficam

com os louros. Procure ficar no

primeiro grupo. Há menos

competição por lá.”

(Indira Gandhi)

 

           A política brasileira, após o advento das redes sociais, tornou-se para muitos políticos um palco para suas divagações, e exposição explicita. Não se importam com os comentários desairosos que recebem, pois cara de pau não tem tamanho. Talvez seja essa a questão pela qual nos leva a falta de óleo de peroba nos supermercados. É raro o momento em que ao ligar a TV, não apareça um desses espécimes deitando falação sobre o que não fizeram, pois não lhes sobra tempo para construir alguma coisa em benefício da sociedade.

Gastam rios de dinheiro em propaganda e promoção pessoal, quando esse dinheiro deveria ser aplicado em obras e serviços para atender as necessidades do povo. Exemplifico com um governador do nordeste, que tão logo recebeu a verba federal para a saúde, aplicou sete milhões e uns quebrados, em propaganda do seu desgoverno. E como eles, outros também o fazem, como é o caso do desgovernador de São Paulo.

Para esses políticos do caos, a pandemia tornou-se um palanque para uma exposição descabida, sem nexo e sem qualquer sinceridade. Apenas objetivam galgar espaços na falida arquitetura política do país, com a finalidade de obter apoio popular para suas propostas, que, se eleitos, jamais realizarão. A investigação que ora se realiza no Governo do Rio de Janeiro, deve e precisa ser estendida aos demais governadores que se fartaram com as verbas federais para a saúde, sacrificando ainda mais a população que necessita dos serviços públicos.

A recente aprovação pelo Congresso, de uma verba do Fundo Nacional da Cultura, tenho a mais absoluta certeza de que nunca chegará a quem realmente precisa, caso o Governo não atue com firmeza nessa distribuição. Não dá para confiar em Jandira Feghali, como protagonista dessa liberação. Não dá para confiar em quem vem mamando nas tetas do governo a vários anos, e agora se ressente da falta da mamadeira. Os parasitas que poluem a classe política nacional, precisam ser extirpados, seja pelo voto, seja pela condenação de todo o mal que praticam a vários anos.

Nesta próxima eleição, temos mais uma oportunidade de fazer uma limpeza nesses mandriões. Muar é preciso. Transformar o Congresso é medida que se impõe com muita urgência, para ver se o país toma uma direção rumo ao seu futuro. Defenestrar figuras como Maia, Alcolumbre, e os demais que fazem parte dessa camarilha, é uma necessidade vital para a nossa sociedade. E com eles, os atuais membros do STF, que estão agindo como governo paralelo, o que nada contribui para nossa frágil democracia.

Façamos isso, antes que alguém resolva fazer de outra maneira e arrume um banho de sangue neste país.