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Pandemia e corrupção: caindo as máscaras

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 15/05/2020 Colunista: Carlos Pinto

 “A esperteza quando é muita,

cresce, fica grande, vira bicho

e come o dono.”

(Tancredo Neves)

 

Esta tarde, recebi uma série de vídeos enviados pelo amigo Nei Serra, ex Prefeito de Cubatão, onde pontificam dois grandes cantores e compositores do passado: Dick Farney e Lucio Alves. Antes de Tom Jobim, estes dois artistas da MPB fizeram sucesso em Nova York, mas nunca obtiveram a mesma relevância do público brasileiro. E me detive a analisar os “grandes astros” da nossa música atual, tais como: Anita, Pablo Vittar, Jojô Todynho, Wesley Safadão, e a comparação é inevitável. E o resultado na análise também. Até a nossa música foi devastada pelo manancial de mediocridade que nos ronda na atualidade.

Mas vamos ao que interessa, que é a situação política que atravessamos, com a pandemia chinesa e a corrupção reinante. A semana toda, a ação da Polícia Federal, tirou a máscara de governadores e prefeitos, mais seus asseclas, envolvidos com o fazer de amealhar para suas contas, o dinheiro enviado pelo Governo Federal, para ser aplicado no combate a pandemia originária da China. E enquanto embolsavam a grana, a mídia canalha continuava seus ataques ao governo, jogando no colo do Presidente, o aumento dos infectados e as consequentes mortes oriundas dessa infecção.

Essa mídia nefasta, cuja mamata foi retirada pelo governo atual, ataca de tudo e por tudo, enquanto subtrai ao conhecimento da opinião pública, as mazelas descobertas nos vários Estados, e Prefeituras, com a conivência de Governadores. Pelo menos no Rio de Janeiro, a Assembleia Legislativa aprovou a abertura de um processo de impedimento contra o Governador Witzel, pego com a mão na massa. O mesmo não ocorreu na Assembleia Legislativa do Pará, onde o Governador Barbalho (que não se perca pelo nome e nem pela filiação) também está em maus lençóis, com a acusação da “malversação” de uma quantia em torno de um bilhão de reais.

E temos na lista outros Estados e, portanto, outros Governadores, alvos de investigações por parte da Polícia Federal e Ministério Público. Ao que dizem, São Paulo também está nessa rota, e assim sendo, é esperar para ver. O dândi paulistano, acabou de se envolver em uma discussão perigosa, ao relatar que em agosto do ano passado, firmou com a China, um protocolo para a produção de uma vacina contra o Corona. Mas como? Em agosto de 2019? Ele já sabia do assunto e permitiu “o maior carnaval do Brasil”, segundo um dos seus pronunciamentos? Jogou os paulistanos numa fria, inclusive, apesar do alerta emitido pelo Governo Federal, em princípios de fevereiro, de que as festividades carnavalescas deveriam ser suspensas?

Como ele, outros Governadores e Prefeitos, fizeram-se de surdos e deixaram a festa rolar, e quando a praga chinesa atacou pra valer, solicitaram ao Governo Federal que pagasse a conta. E quando o dinheiro chegou, a coisa ficou feia, pois foi um tal de comprar máscaras, luvas, respiradores e outros equipamentos, no maior bacanal com o dinheiro suado dos nossos impostos. Teve político comprando máscaras ao preço unitário superior a oitenta reais. Fizeram a famosa festa do interior, ou seja, interior dos próprios bolsos, só que agora, teremos a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou roubar.

Enquanto isso, nosso STF continua com suas palhaçadas, cutucando onça com vara curta, achando que detém algum poder em caso de o pau quebrar, e soltando a maioria dos presos por vários crimes. Ledo engano. Eu já vi esse filme. Tal qual a nossa MPB, a política brasileira está tocando fora do tom, e a hora que o toque de recolher for acionado, não adianta tentar se alinhar. Talvez aí apareçam os beneficiários de uma conta nas Ilhas Cayman, ou será que já apareceram?

Vamos em frente. Nem todos podem ter um apartamento de onze milhões de euros em Paris.