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Até quando?

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 28/12/2010 Colunista: Toninho Madrugada

 

Até quando?
                                          Colunista: Toninho Madrugada
 
        “Amigo meu não tem defeito, inimigo, se não tiver eu invento”.
         Essa frase, da qual faço uso há mais de 50 anos, não lembro onde ou de quem ouvi, mas ficou gravada em minha mente. Tinha eu aproximadamente, uns 14 ou 15 anos.
        Desde então a frase serviu como diferencial para definir inimigo de adversário.
       A grande maioria dos nossos Sambistas precisa, com urgência, entender isso.
       No último dia 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba, em um estabelecimento comercial da Vila Belmiro, um jovem sambista da Escola Sangue Jovem, disse alto e bom som: “quem não é nóis (Sangue Jovem) é inimigo; nóis mata de pau”.
       A agressividade existente entre as torcidas uniformizadas no futebol esta sendo conduzida para o mundo do Samba por “sambistas” despreparados.
       A conversa no estabelecimento comercial era sobre a comemoração do Dia do Samba. O  jovem reclamava porque a festividade não foi realizada, no Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro e sim, na área do antigo Quilombo do Jabaquara, de Quintino de Lacerda e de Manoel Santos Garrafão, na Vila Mathias. Área também, da Escola de Samba da Vila Mathias, uma das mais novas agremiações santistas, razão do inconformismo do jovem que independente da importância histórica do local, dizia, referindo-se a Escola “ nasceu ontem por isso a comemoração e deveria ser na área da Sangue Jovem, na Vila Belmiro,  que é conhecida no mundo inteiro”.
      Meu jovem, a Bandeira do Samba tem o Branco da Paz e o Azul do manto da Padroeira Nossa Senhora Aparecida.
     Todas as Escolas de Samba são adversárias na passarela do Samba, mas jamais deverão ser inimigas, pois ser adversário de alguma coisa é o direito democrático da escolha de cada um.
      Sou X9 ou, Xisnoveano e sou sambista de fato e de direito. Isso vem sendo provado  ao longo dos anos.
      Jovem sambista,  aprenda a respeitar quem soube chegar onde nós, verdadeiros sambistas, soubemos chegar.

      Que Oxalá te abençoe e meu Pai Ogum te dê Maleme – AXÉ!