Jornal Espaço Aberto

Página Inicial

Colunas Impressas » Desabafo do Samba

As raízes do Samba morrem juntas aos Sambistas!

Voltar para listagem de colunas Inserida em: 11/09/2011 Colunista: Toninho Madrugada

 

O respeito aos Sambistas mortos chegou ao fim.
Os rituais, outrora praticados quando do falecimento de um componente de uma Escola de Samba, independente das funções por ele executadas na agremiação, impunha as 21 batidas no surdo mor, com o rufar das caixas e como um lamento, o entoar do Hino da nossa Escola de Samba, quase sussurrado, lembrando como se fora a última prece ao companheiro que nos deixava por determinação do divino criador.
Hoje, a morte de um compositor e Ex Presidente, parece não merecer por parte dos jovensdirigentes, a devida atenção, o devido respeito. Falo de jovens dirigentesque só se preocupam em aparecer para as TVs ou para serem entrevistados por radialistas ou jornalistas, sem o mínimo conhecimento dos Rituais para cada fato ou acontecimentos do mundo do Samba.
 Nos velórios de hoje, até o Pavilhão com a tarja preta que até pouco tempo era elemento presente, não é levado em consideração, sem o mínimo respeito àqueles que dedicaram seu tempo em prol da agremiação.
 Se você perguntar aos Diretores das Escolas de Samba, quais os critérios básicos de julgamento de cada quesito, a grande maioria desconhece, mas na passarela, parecem os grandes responsáveis pelo desfile de suas agremiações, quando não passam de simples “Pavões de Avenida”.
 Com pesar, quero deixar impresso meu respeito e consideração ao amigo Adilson Carlos Torres, Buru, ex Presidente da Pioneira X9, compositor, foi um dos poucos santistas a ganhar um Samba de Enredo no Rio, na Estácio de Sá, em parceria com Davi Correia. Foi sócio do Luiz Gonzales Neto, o Velha, na maior Casa de Samba de Santos, a “Cachaça Brasil”.
Valeu Buru!
Que nosso Pai Ogum te acompanhe e te ilumine, agora que fazes parte da Ala de Compositores da Unidos no Céu.
AXÉ parceiro, até um dia!