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Papa indica candidato à sua sucessão

Voltar para listagem de Eleição Inserida em: 25/11/2011

Faltando onze messes para as eleições municipais, o cenário político em Santos começou a se delinear, com a definição do prefeito João Paulo Tavares Papa em indicar o secretário municipal de Assuntos Portuários, Sérgio Aquino, como o candidato do PMDB à sua sucessão. A decisão do prefeito continua repercutindo no meio político e não são poucos os que questionam sobre os compromissos assumidos anteriormente.

A indicação de Sérgio Aquino vem causando uma série de abalos sísmicos no PMDB santista e o mais contrariado, por mais que negue, é o vereador Marcus De Rosis, que ansiava pelo apoio de Papa ao seu projeto político de disputar a principal cadeira do Palácio José Bonifácio.

Sobre De Rosis, Papa teria afirmado que não tem o perfil para ser o candidato oficial do partido. Na ocasião, inconformado, De Rosis pediu o afastamento da liderança do prefeito na Câmara e entrou de licença.

Sem demonstrar abalo com a irresignação de De Rosis, Papa vem apagando eventuais focos de resistência ao nome de Aquino e, ao que consta, mesmo os contrariados, estão se convencendo de que o melhor é dizer amém ao sacerdote santista.

Ligeiro, Papa vem selando apoios a Aquino em diversos setores, principalmente no movimento sindical. Alguns deles manifestados por dirigentes de sindicatos de trabalhadores da área portuária, para os quais Aquino se revelou grande defensor da classe patronal – os operadores portuários, e não dos trabalhadores.

Fora dos limites do PMDB, o apoio de Papa a Aquino suscita avaliações das mais variadas. A principal delas dá conta que a indicação não passa de uma manobra de Papa com o objetivo de beneficiar o pré-candidato do PSDB, deputado licenciado, atualmente secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia  Paulo Alexandre Barbosa. Explica-se. Ao defender um candidato com pouca ou nenhuma densidade política, como é o caso de Aquino, a tendência é que o eleitorado volte as atenções – e os votos – para candidatos com maior potencial político.

Em contrapartida, a partir de 2013, ao deixar a Prefeitura de Santos, Papa seria guindado a uma Secretaria de Estado. Fala-se, até mesmo, que essa eventual articulação conduziria ao ingresso de Papa no PSDB. Há que se levar em conta a proximidade de Papa com o governador Geraldo Alckmin. Aliás, Alckmin, sempre se refere a Papa como “um grande fazedor de pontes”.

(Eraldo José dos Santos)