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Supresas: alegrias e tristezas nas convenções municipais

Voltar para listagem de Eleição Inserida em: 01/07/2012

Eleição é quase sempre uma caixa de surpresas. No início é uma caixinha, se tiver segundo turno, se transforma rapidamente em baú, às vezes de pirata, de relíquias e o pior é quando se transforma numa caixa de pandora, aquela da mitologia grega que continha todos os males do mundo e quase todos indissolúveis.

No PMDB, as primeiras surpresas dessa caixinha (eleição), começaram lá atrás, quando o prefeito santista João Paulo Tavares Papa (PMDB), indicou Sérgio Aquino para candidatar-se à sua sucessão. Na época, os nomes mais cogitados dentro do próprio PMDB eram do vereador Marcus de Rosis, líder do prefeito na Câmara e posteriormente, após falhas na comunicação pelas passarelas da vida, o nome do ex-secretário Antônio Carlos Gonçalves da Silva (Fifi), do PTB. Resolvido esse primeiro embate, De Rosis, homem de partido, continua apoiando as decisões de Papa e “Fifi” levou o PTB para o ninho tucano.

A segunda surpresa com relação ao partido aconteceu na convenção de sábado, quando ficou evidenciada a força política do PDT na cidade, sigla presidida pelo sindicalista Valdir Pestana (Sindicato dos Rodoviários), que indicou o nome do médico Rubens Amaral como vice do candidato Sérgio Aquino.

Há algumas semanas, o nome da ex-secretária municipal de Educação, Suely Maia (PV), era tido como certo para vice na chapa de Sérgio Aquino. Nomes fortes do PMDB santista davam conta que o nome da professora “não ia rolar” porque a candidatura de Aquino precisava ser associada a um nome agregador. Aí entra a força do PDT santista indicando o médico Rubens Amaral.

Segundo informações, nomes do PV tentaram pular do barco capitaneado pelo prefeito Papa (PMDB), para o ninho tucano para apoio de última hora ao candidato Paulo Alexandre. Não deu certo. Ao que tudo indica o comandante Papa chamou os possíveis desertores às falas e depois de colocar os pingos nos is, tudo voltou ao normal. Não como dantes, naturalmente, mas...  Na convenção do PMDB, todos estavam de volta sem nunca terem ido.

Em São Vicente, Nicolino Bozzella Jr., do PSDB, não conseguiu esconder sua decepção.  O tucanato vicentino atendendo a orientações superiores preferiu apoiar Caio França, candidato a prefeito pelo PSB ao invés de optar por candidato próprio que seria Bozzella. As lágrimas brotaram e não foram poucas. Teve até pastores orando para consolar algumas pessoas que terão que esperar por mais quatro anos para tentar colocar a candidatura nas ruas. 

No Guarujá, um funcionário municipal lotado na rede de ensino garante que o “tempo vai esquentar” quando começar o horário eleitoral pela televisão. Isso porque no município, o improvável é proibido quando em se tratando de política. Um candidato que tem em mãos, dossiê completo sobre os principais concorrentes não vê a hora de começar a revelar segredos cabeludos. É esperar para conferir.

Em Cubatão, um candidato a prefeito está encontrando dificuldade para recrutar antigos colaboradores, enquanto na Praia Grande um postulante á prefeitura não sabe como se livrar do excesso de “flanadores”.

Café no bule – Domingo (1/7) à tarde, uma animada “rodinha” composta por seis pessoas ligadas a dois dos partidos que realizaram convenção em Santos, no sábado, discutiam enquanto sorviam um cafezinho próximo ao playground de um shopping no Gonzaga. O assunto: segundo turno. Um deles garantia que determinado partido sem chance de vitória, vem negociando com dois outros para decidir a quem vai apoiar no segundo turno. Em meio aos risos, um dos presentes foi mordaz: “tem gente que vai passar a campanha ascendendo uma vela para Deus e outra para o diabo afim de se garantir no segundo turno, independente do candidato a quem vai apoiar”