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“Quero dar continuidade ao governo do Papa”

Voltar para listagem de Eleição Inserida em: 10/09/2012

“Quero dar continuidade ao governo do Papa”

      Ex-secretário de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos, Sérgio Aquino (PMDB), candidato do prefeito Papa, ao disputar sua primeira eleição, diz que quer ser eleito para garantir o desenvolvimento da cidade

          Ele chegou tímido, sorriso contido, estudando o ambiente. Aos poucos foi se soltando, falou sobre sua paixão pela Cidade de Santos, do orgulho de ser nordestino e de ter sua primeira carteira de trabalho assinada aos 13 anos, sua relação com o porto e as prioridades que elencou para seu programa de governo. Este é Sérgio Aquino, administrador de empresas, advogado, ex-secretário Municipal de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos que participa de sua primeira eleição por indicação de seu padrinho político, o prefeito João Paulo Tavares Papa. Na redação do Espaço Aberto, Sérgio Aquino, na maior parte do tempo, contido, se empolgou ao falar da administração Papa (sua referência) e até sorriu ao revelar que ao longo da vida, se prepara, sempre, para novos desafios.

EA - Por que o senhor quer ser prefeito de Santos?

Aquino - Para dar continuidade ao governo exitoso que promoveu avanços em todas as áreas, com sequência de planos em andamento e com novos planos que virão. Esse padrão de governo do prefeito Papa precisa continuar.

EA - Deste governo que o senhor classifica como bem sucedido, quais são os projetos em andamento vistos como prioritários?

Aquino - Todos os projetos em andamento tem igual importância, apenas com tempos diferentes. Deles destaco: a operacionalização do Hospital dos Estivadores, a implantação completa do Programa “Santos Novos Tempos”, a continuidade do padrão santista de Educação.

EA - Destas prioridades podemos começar pelo Hospital dos Estivadores e seu projeto para a área da Saúde.

Aquino - O Hospital dos Estivadores (adquirido pela Prefeitura), independente do acordo com os governos do Estado e Federal para ajuda, já tem garantindo pela administração Papa, recursos para reforma e compra de equipamentos.  Este hospital é uma grande ação para a revisão do sistema de saúde do município que sofre uma sobrecarga e em consequência, desvio de função nas instalações dos prontos socorros. Mais de 6 horas de observação em um Pronto Socorro (PS), o paciente precisa ser encaminhado a uma unidade hospitalar, o que não vem ocorrendo pela falta de leito hospitalar na cidade e região. Com o funcionamento do Hospital dos Estivadores (HE), serão abertos mais de 150 leitos SUS. Com isso vamos desafogar e recuperar a funcionalidade dos PSs. É preciso uma visão regional na área da saúde. Um dos grandes desafios na operacionalização do Hospital dos Estivadores será desenvolver essa visão metropolitana. O sistema SUS está sustentado em três pilares: União, Estado e Município. Se um falha, o sistema deixa de funcionar como deve. Com relação ao HE, o prefeito Papa tem ação concreta a mesma que se vê com relação à Saúde. Santos cumpre a sua parte, sempre acima do normal. A cidade enfrenta os desafios para dar uma solução municipalizada não espera as outras esferas. A ação com relação ao HE foi inovadora e já temos pronto um plano de operacionalização do município, um plano de sustentabilidade de verbas municipais. O funcionamento do HE está orçado em R$ 5 milhões ao mês e isso já está previsto no orçamento.

EA - Qual é o padrão santista de Educação?

Aquino – O modelo aí está: Escola Total (tempo integral), prédios novos e funcionais, qualificação, capacitação, atualização e motivação dos professores. O que pretendemos é ampliar esse sistema. Vamos investir no conceito de universidade do professor, motivando-o cada vez mais; vamos construir mais escolas e creches. Santos tem índices de qualidade na Educação, muito bons e isso deve continuar

EA - E o Programa Santos Novos Tempos, cujo objetivo maior é a acabar com as enchentes na Zona Noroeste?

Aquino - Este é um programa grandioso que marca bem a atuação do prefeito Papa, que conseguiu financiamento com o Banco Mundial para iniciar o projeto que já está mudando a Zona Noroeste. Esse programa completa a urbanização da cidade e vai transformar a aquela região com interferência na rede de canais e comportas com vista ao fim das enchentes. “Santos Novos Tempos” dá origem a um sistema de drenagem e um amplo programa habitacional. Este programa desenvolvido pelo prefeito Papa trata de uma série de benefícios para a população.

EA - Um dos grandes problemas de Santos é o trânsito que tende a piorar diante do boom imobiliário e do pré-sal. O que pretende fazer para melhorar?

Aquino – O desafio no transporte é uma realidade no mundo. Temos planejamento e ações em planejamento. Exemplos, os corredores de ônibus e a revisão do sistema viário a partir das principais avenidas, além de ações cicloviárias. Temos que pensar o trânsito de forma multifacetada e instrumentalizar o sistema de mobilidade. Primeiro, perseguir o transporte coletivo público e comunitário, ampliar as ciclovias e integrá-las a outros meios, inclusive ao futuro VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). No programa (em andamento) de revitalização do Porto Valongo, há estudo para criar um corredor de pedestrianismo par incentivar as pessoas a andar mais e com isso diminuir os congestionamentos na área. Há um conjunto de ações para incentivar a cultura da respeitabilidade no trânsito e respeito ao cidadão.

EA- Qual é o papel do administrador na geração de empregos?

Aquino - O governo Papa promove forte implementação para empregabilidade, por isso colocar em prática o primeiro vetor para essa ação (geração de empregos), a avenida portuária é o diferencial. O porto tem futuro garantido, pois tem planejamento de médio até longo prazo e Santos tem demonstrado ações estratégicas mostrando que o porto não está saturado. Com a participação da Prefeitura, o Porto de Santos recuperou a credibilidade e gerou outros vetores. Isso nos possibilita regramento para novos empreendimentos. Capacitar e valorizar a mão de obra do município é a estratégia para o futuro.

EA - Isso significa que a mão de obra está sendo preparada para atuar nas atividades do pré-sal, tido como divisor de águas em termos de desenvolvimento da região. Tem a ver com a instalação da Petrobras na cidade?

Aquino - A Petrobras tem tudo a ver com a logística com Santos. Com a instalação das unidades de apoio da empresa na cidade foi possível à administração trazer a universidade pública para o município e desenvolver o conceito de pólo tecnológico, pois além do trabalho desenvolvido pela Petrobras, abre-se campo para várias outras atividades periféricas e correlatas à questão do pré sal que já é uma realidade e um grande desafio para a cidade que precisa qualificar sua mão de obra. A Prefeitura já está fazendo isso. Incentivaremos a criação de cursos de aperfeiçoamento e especialização, a consolidação do Parque Tecnológico de Santos para atrair novos centros de pesquisas e empresas. Os call centers são uma mostra do que estou falando.

EA- Santos é uma cidade pronta ou uma cidade sustentável?

Aquino - Santos não é uma cidade pronta. Ainda tem muitos desafios, mas, é uma cidade que hoje conta com boa infraestrutura, planejamento e ações que servem de exemplo para outras cidades do País. Não conheço uma cidade pronta porque a própria evolução implica em novos desafios. Quanto a ser sustentável,posso dizer que Santos, através do atual governo municipal conseguiu avanços na sua capacidade de ação e articulação.

EA – Como se preparou para concorrer à maior prefeitura da região?

Aquino – Venho me preparando ao longo da vida (59 anos) para encarar os desafios. Sempre me capacitei para evoluir. Com a minha experiência de vida em diferentes formas de gestões, com cerca de oito anos de vivência na chamada “máquina pública”, me sinto capacitado para esse grande desafio que é administrar Santos. Comecei a trabalhar muito cedo. Aos 13 anos, tive minha primeira Carteira de Trabalho assinada. Trabalhei em vários setores, sempre fui um bom vendedor. Desde muito cedo comprava material para revender, fui balconista e auxiliar de estúdio fotográfico, trabalhei no almoxarifado da SMTC (Serviço Municipal de Transporte Coletivo de Santos) e ingressei (concurso) na antiga Cia Docas de Santos como funcionário de reserva (faz tudo) de onde saí (pediu demissão) 27 anos depois como diretor comercial. Trabalhei também na Petrobras, Cosipa e Dibal. Em 2005, o prefeito Papa criou a primeira Secretaria de Assuntos Portuários do Brasil e eu que já era membro do CAP, representando a Associação Comercial, assumi a pasta. Dois anos depois, o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criou a Secretaria de Portos e nos indicou para a presidência do CAP. Vender serviço, apresentar credibilidade, potencializar o diálogo fazem parte do grande desafio.

 

*Nascido no Estado de Pernambuco, Sérgio Aquino que reside em Santos há 44 anos e 6 meses, ao cair da tarde de uma quinta-feira, falou ao Espaço Aberto sobre a campanha eleitoral, seus projetos, o orgulho de ter sido escolhido pelo prefeito Papa para concorrer à Prefeitura e da paixão por Santos (cidade, pois no futebol é palmeirense). Aquino tem como vice, o médico Rubens Amaral (PDT).