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Abrigo de infiéis ou fuga das alianças

Voltar para listagem de Eleição Inserida em: 16/09/2014

Abrigo de infiéis ou fuga das alianças

Se o PMDB for aplicar o que rege seu estatuto e a Resolução 01/14, voltada às eleições deste ano, muitos figurões hoje abrigados na sigla teriam que deixar o partido por infidelidade. Tomemos o exemplo do vereador Pedro Gouveia, de São Vicente, filiado ao PMDB. Cunhado do ex-prefeito Márcio França (PSB) – candidato a vice-governador na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) – e “tio” de Caio França (PSB) – candidato a deputado estadual, Gouveia está interessado em que os França sejam eleitos. O deputado federal Márcio França por sua vez também tem o pé em dois partidos:

Assim, trabalha para o PSDB e para o PSB, e não para Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo de São Paulo. E se não apoia Skaf também não vai entregar santinhos da presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, presidente nacional do PMDB. Não é à toa que o PMDB vem sendo chamado de abrigo de infiéis. Também não terão apoio Baleia Rossi e Jorge Caruso, presidente e secretário do diretório estadual do PMDB.

Em Guarujá a prefeita Maria Antonieta de Brito tem empunhado a bandeira do PMDB, em nível nacional e estadual, com Dilma, Temer e Skaf. Mas sintomaticamente estão abrigados na Prefeitura quadros ligados ao ex-prefeito de Santos, João Paulo Papa, que foi de mala e cuia para o PSDB.  E estes quadros obviamente trabalham para Papa, e não para o PMDB.

Em Santos o ex-vereador Geonísio de Aguiar, o Boquinha (primeiro suplente e que já assumiu na atual legislatura), apesar de ainda estar no PMDB é o coordenador da campanha de João Paulo Papa.

O diretório do PMDB em Santos está sob intervenção estadual, com o comando de uma junta provisória. Esta junta aderiu ao governo municipal do PSDB e recomendou ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) que o engenheiro Carlos Alberto Tavares Russo, também filiado ao PMDB, continuasse no cargo de secretário de Serviços Públicos.  Em contrapartida, Russo também está na campanha de Papa.

E os que não se lançam diretamente na campanha eleitoral deste ano já preparam o terreno para os próximos passos políticos. É o caso do vereador Marcus De Rosis, que deve disputar novamente a presidência da Câmara e, em 2016, tentar fincar seu nome como vice na chapa do prefeito Paulo Alexandre Barbosa na disputa pela reeleição.