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Política de pai para filho (1)

Voltar para listagem de Eleição Inserida em: 03/10/2014

Política de pai para filho (1)

 

Não é novidade que a maioria dos pais queira ver os filhos sucedendo-os na carreira profissional ou trabalhando a seu lado. Na política não é diferente, seja por vocação ou simples interesse na perpetuação da família em cargos públicos. Alguns políticos quando saem da vida pública, por se ‘aposentarem’ ou por serem preteridos pelos eleitores, já têm em mira, um descendente, normalmente o filho para substituí-lo na vida  pública.

Em algumas famílias essa prática se apresenta como  tão necessária quanto a própria existência, evidenciando verdadeira oligarquia (governo de poucos) que desde os tempos coloniais dominam algumas regiões brasileiras. Em alguns casos, o político mais experiente, após deixar a vida pública, se depara com a decisão do descendente optando por livre e espontânea vontade pela carreira política. Mas normalmente isso acontece quando o mais jovem  traz na bagagem vivência em campanhas, gabinete político e/ou do dia a dia. É interessante lembrar que a maioria desses jovens políticos, na esteira do caminhar político do pai, começa o aprendizado muito cedo, a maioria na adolescência, mas há aqueles que começam desde a mais tenra idade.

O aprendizado político de pai para filho revela similitudes entre os agentes. É comum observar no político filho a mesma agressividade, dissimulação, tolerância, simpatia e até carisma. As semelhanças na maioria das vezes são as armas usadas pelas famílias para a manutenção dos eleitores em torno do nome.

 Os exemplos são muitos e na atualidade, quando se fala em oligarquia, o primeiro nome que vem à mente é o da família Sarney, do Maranhão.  O pai, José Sarney (foto), ex-presidente da República e atual presidente do Senado, tem na filha Roseana Sarney, governado do estado de origem da família sua mais aplicada discípula (já ocupou outros cargos na política, inclusive foi senadora) e tem ainda o filho, José (Zequinha) Sarney Filho, deputado federal foi ministro do Meio Ambiente no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Além dos Sarneys, outros nomes de famílias são imediatamente lembrados quando se fala em clãs políticos, alguns já arraigados, outros em formação, como a família Barbalho, lá do Pará, em sua terceira geração de políticos, onde tudo  começou com o avô Laércio Barbalho e se solidificou com o filho, o atual senador Jader Barbalho e agora o neto Helder Barbalho, candidato a governador em seu estado.

Conhecidíssimos em Alagoas, os Calheiros são tão reverenciados quanto foram os Collors em passado recente (da ainda poderosa família de Lindolfo Collor, na política atualmente, apenas o ex-presidente da República, Fernando Collor, atual senador). O presidente do Senado Renan Calheiros tem no filho, o deputado Renan Filho, candidato ao governo de Alagoas, a certeza de sua continuidade no domínio político dos alagoanos.

Em todas as regiões brasileiras a preocupação pela manutenção das oligarquias, senão vejamos, no Rio Grande do Sul, a candidata à Presidência da República é filha de Tarso Genro, atual governador do Estado; o ex-governador de Minas Gerais, atual senador Aécio Neves presidenciável, também presidenciável é neto de Tancredo Neves. No Paraná tem a família Requião, Na Bahia, os Magalhães e por aí vai Brasil adentro, a cada eleição formando novas associações familiares.

Foto/Divulgação