Jornal Espaço Aberto

Página Inicial

Notícias

Prefeita de Cubatão discute violência entre adolescentes

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2014-04-09 -00:45

Prefeita de Cubatão discute violência entre adolescentes

Um vídeo que tem circulado no youtube e redes sociais, mostrando uma briga entre duas adolescentes, próximo da UME Padre Manoel da Nóbrega, tem chocado muitos cidadãos. O caso foi parar em programas de TV e motivou uma reunião no gabinete da prefeita Marcia Rosa (PT), na tarde desta terça-feira  (8).

Estiveram presentes, parentes das adolescentes M.V.V.L. e C.V., ambas de 13 anos idade, a diretora da UME Nóbrega, conselheiros tutelares e os secretários de Segurança Pública e Cidadania e de Assistência Social. Em pauta, as ações que deverão ser tomadas para que outros casos como este não aconteçam na cidade.

A briga aconteceu no dia 28/3, em uma rua próxima à escola. A adolescente C.V. agrediu física e verbalmente a outra estudante por ciúmes, segundo consta no boletim de ocorrência (BO). Segundo Elenice Tidra, conselheira tutelar, o caso chegou ao Consellho no dia 31, pelas mãos da mãe da menina agredida. Depois, o caso seguiu para o Centro de Referência em Assistência Social, Creas, onde as estudantes serão acompanhadas por assistentes sociais e por psicólogos.

A prefeita Marcia Rosa mostrou-se preocupada com as cenas de violência. “Fiquei horrorizada com a violência das cenas e de pensar que são apenas duas adolescentes de 13 anos. Isso me deixa muito preocupada”, afirmou a prefeita.

As estudantes foram suspensas uma semana da escola, o que, segundo Marcia Rosa, não é a medida adequada para resolver o problema. “Faremos uma outra reunião na próxima terça-feira((15) para definir as medidas corretivas para a estudante agressora. Propomos atividades extra-curriculares, visitas frequentes a psicólogos para tratamento. A medida corretiva não deve ser humilhante, pelo contrário, deve ser curativa e pedagógica”, garantiu.

A prefeita determinou a criação de uma campanha contra a violência na escola, incentivando os cidadãos de bem a impedir atos de violência como este e a denúncia de agressões entre os jovens. A ideia é transformar esse exemplo negativo em uma oportunidade de mudar a história, levando outros jovens a ter consciência do erro que é a violência.