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Sindest diz que enfermeiros têm correçãode salário de mais de 50%

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2014-05-24 -13:32

Sindest diz que enfermeiros  têm correçãode salário de mais de 50%

O Sindest afirma que a negociação referente a correção de salários dos enfermeiros  da rede municipal de Santos  foi concluída, resultando em mais de 50% de reajuste nos salários da categoria. A Secretaria de Gestão diz que ainda está em fase de  negociação.

Sindest - Os cerca de 300 enfermeiros da ativa e outros 300 aposentados da rede
municipal de saúde pública de Santos conseguiram corrigir seus salários em
mais de 50%,  (51,111%) passando de R$ 2.700,00 para R$ 4.080,00.

 O presidente do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos
(Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, não esconde o contentamento:                                      “Foi uma luta de dois anos, mas valeu a pena”.

Tudo começou, segundo ele, em 2012, logo após a promulgação do plano de
carreiras da Prefeitura, quando a categoria resolveu se organizar pela valorização profissional. Isso porque o plano resultou numa diferença enorme de remuneração entre os enfermeiros e os demais profissionais de saúde que atuam em conjunto, como médicos e dentistas.

“Havia um grande demérito com essa categoria vital no serviço de saúde”, lembra Fábio. “Estavam desorganizados e muitos até desmotivados a lutar”.

No começo de 2013, segundo o sindicalista, um grupo de enfermeiros procurou
o Sindest para ajudá-los numa campanha por melhores salários. A partir daí,
fizeram várias reuniões. Baseada nesses encontros, a diretoria do sindicato elaborou pauta e agendou negociações com a Prefeitura. Até que, na semana da enfermagem, em 16 de maio, sexta-feira, recebeu uma proposta.

O documento foi levado a assembleia da categoria, na segunda-feira (19), e
aprovado por unanimidade. O resultado da reunião já foi encaminhado ao
prefeito Paulo Alexandre (PSDB). Segundo Fábio, a Prefeitura agora mandará projeto de lei à câmara, nos próximos dias, para que o reajuste possa valer no mais tardar a partir de agosto.

Outras categorias - O sindicalista lembra que “Essa é mais uma vitória dos estatutários da saúde. Recentemente, tivemos a conquista dos motoristas de ambulância, com
gratificação mensal de R$ 600,00.

Assim que assumiu, há dois anos, a diretoria do Sindest conseguiu reclassificar da letra ‘g’ para ‘l’ os auxiliares de enfermagem, equiparando seus vencimentos aos técnicos de enfermagem.

A meta mais próxima, agora, é aumentar a gratificação de plantão dos profissionais de saúde nos serviços de urgência, emergência e programa de Saúde da Família.

A elevação salarial de todos os técnicos de Saúde para a letra ‘l’ também
está entre as prioridades, beneficiando farmacêuticos, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos e terapeutas operacionais. O Sindest vem também negociando com a Prefeitura a elevação dos oficiais de administração para o nível ‘l’, além de melhorias nos salários de outros profissionais.

Aposentadoria - A diretoria do sindicato continua negociando com a Prefeitura a minuta da aposentadoria especial, desde a assembleia de 15 de abril, que propôs várias
modificações ao projeto original. “Restam apenas alguns detalhes, que queremos acertar antes da próxima audiência pública”, diz Fábio Pimentel. (Paulo Passos)

Não é bem assim - O Sindest afirma que a negociação referente a correção de salários dos enfermeiros  da rede municipal foi concluída, resultando em mais de 50% de reajuste nos salários da categoria, dependendo tão somente da análise da Câmara.

A Secretaria de Gestão diz que a negociação ainda não foi concluída, pois continua em fase de negociação com o Sindicato. O impasse surgiu na última sexta-feira (23), quando no final da tarde o Espaço Aberto tentou ouvir representantes da Prefeitura sobre o tema, especialmente pelo significativo índice da correção, exatos 51,111%.

Por intermédio da Assessoria de Imprensa da Prefeitura, fomos informados que a Secretaria de Gestão ainda está fase de negociação com o Sindicato, por tanto, não há conclusão sobre o índice de correção. Ainda na sexta-feira tentamos contato com o presidente do Sindest, Fábio Pimentel, mas não obtivemos retorno. (NFM)