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Os 190 anos da imigração alemã no Brasil

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2014-11-21 -13:58

Os 190 anos da imigração alemã no Brasil

Os alemães e seus descendentes residentes na cidade, foram homenageados pelo Legislativo Santista, que na última quarta-feira (19), em sessão solene entregou placa comemorativa aos 190 anos da imigração alemã no Brasil. A placa foi entregue a Michael Rousseau, representando Michael Timm, cônsul  honorário da Alemanha em Santos. 

Autor da propositura, o vereador Manoel Constantino (PMDB), em seu discurso, dedicou a homenagem às famílias que deixaram suas casas na Alemanha para construir uma nova vida no Brasil, então um jovem país que no início do século XIX recebia imigrantes de várias nacionalidades em busca de uma nova vida e com isso contribuíram para com o desenvolvimento do país.

“A imigração e a colonização alemã no Brasil tiveram um importante papel no processo de diversificação da agricultura e no processo de urbanização e de industrialização, tendo influenciado em grande parte a arquitetura das cidades.

A vida cultural dos imigrantes também teve papel importante na formação da cultura brasileira, especialmente no que diz respeito a certos hábitos alimentares, encenações teatrais típicas, corais de igrejas, bandas de música. Podemos citar a Oktoberfest, uma festa que simboliza a alegria alemã, sendo incorporada, com adaptações, à gastronomia, a música e a língua alemãs”.

Constantino fez um breve histórico do panorama do final do século XVIII e das primeiras décadas do século XIX, quando a Europa passava por uma série de conflitos e revoluções. “Em 1822, quando o Brasil se libertou de Portugal, o governo brasileiro investiu em propaganda para promover a imigração, principalmente a alemã e a italiana, onde agricultores estavam sendo substituídos pelas máquinas”.

De forma simples, sem floreio, mas rico em conteúdo, o discurso do vereador emocionou os presentes, especialmente porque não tentou amenizar as falhas do governo brasileiro da época, falhas não muito diferentes dos governos recentes.

“Os imigrantes, quando aqui chegaram, não recebiam o suporte necessário do governo brasileiro, mesmo assim criaram suas próprias igrejas, escolas e centros comunitários, além de serem os responsáveis pela evolução do cooperativismo, do associativismo e dos sindicatos de trabalhadores rurais, além da aceleração do processo de industrialização”.

Entre os presentes à solenidade, estavam Uwe Jörn  (gerente operacional da Hamburg Süd/Aliança), Pasquale Caporrino (presidente da Igreja Evangélica Luterana de São Paulo, paróquia de Santos) e os vereadores Carlos Teixeira (Cacá) do PSDB e Douglas Gonçalves (DEM).

Ao final da solenidade que foi presidida pelo vereador Douglas Gonçalves, um coquetel com direito a bolo com as cores da bandeira alemã. (Redação Noemi Macedo. Fotos: Rosane Fuchs)