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Prefeitura de Guarujá não apresenta proposta

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2015-03-29 -01:33

Prefeitura de Guarujá não apresenta proposta

Após duas horas, entre 10h30 e 12h30 de sexta-feira (27), a negociação da Prefeitura de Guarujá com os sindicatos dos servidores municipais (Sindserv) e dos professores (Siproem) terminou como começou: sem contraproposta para a correção salarial na data-base de abril.

A maior parte do tempo foi ocupada pelo secretário municipal de finanças, Armando Luiz Palmieri, que falou sobre dificuldades da Prefeitura para atender as reivindicações dos trabalhadores. Por meio de um projetor, ele apresentou números e cifras sobre arrecadação e gastos públicos.

No meio da reunião, a presidente do Sindicato dos Servidores, Márcia Rute, provocou risos das dezenas de pessoas, que acompanhavam a palestra do secretário: “Daqui a pouco, vou acabar deixando uma moeda aqui na mesa, diante de tamanha gravidade”.

8 e 9 de abril - Ao final, pressionados pelos sindicalistas e integrantes das comissões de base das duas entidades, Palmieri e o secretário de administração, Juliano Oliveira de Souza, concordaram em apresentar uma contraproposta às reivindicações econômicas da categoria em 8 de abril.

Os sindicalistas decidiram que, nessa data, nem sentarão para conversar sobre a contraproposta, preferindo simplesmente pegá-la, por meio de protocolo, e apresentá-la em assembleias já marcadas para 9 de abril, que cai na segunda quinta-feira do mês.

Durante a reunião, o secretário de finanças alegou “período incerto em nível nacional, que respinga nos municípios”, e “reflexos da crise econômica no Guarujá”. Palmieri ponderou que “o momento é difícil, pois a prefeitura não tem segurança sobre o que acontecerá no decorrer do ano”.

Márcia Rute, por sua vez, expôs que os sindicatos “ficam em situação difícil. Como vamos falar para 104 categorias, que somam mais de 6 mil servidores, que nem a reposição inflacionária a Prefeitura se compromete a conceder? Queremos uma definição imediata”.

A sindicalista lembrou que as demais cidades da região concederam correção salarial além de 7%: “Santos, por exemplo, chegou a 8%, sendo 6,5% de reposição inflacionária, mais 1,5% de aumento real. Será que apenas o Guarujá está em crise? Não é possível. Não aceitamos”.

Outras cláusulas

Márcia Rute cobrou dos secretários municipais uma definição sobre as cláusulas econômicas e, depois disso, o início rápido das negociações sobre os pontos sociais da pauta e os itens específicos de cada categoria: “A folha de pagamento fecha no dia 10 e o tempo conspira contra nós”.

A categoria reivindica correção salarial de 12,14%, correspondente à soma do índice inflacionário de 12 meses previsto para abril, de 7,14%, mais 5% de reparação de perdas anteriores. Aprovada em 25 de fevereiro, a pauta registra ainda aumento do auxílio alimentação de R$ 480 para R$ 550 e incorporação aos salários do abono de R$ 200, conquistado em 2014.

Os servidores querem também a elevação do salário família e do salário consorte de R$ 20 para R$ 40. Esses dois últimos benefícios não são reajustados há décadas. A assembleia dos servidores, em 25 de fevereiro, lotou o auditório do sindicato.

 (Redação e fotos: Paulo Passos)