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Chamas voltam a assustar na Alemoa

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2015-04-07 -01:17

Chamas voltam a assustar na Alemoa

Na noite desta segunda-feira (6), pós quatro dias, o incêndio nos tanques da empresa Ultracargo, no bairro Alemoa parecia que estava controlado com os bombeiros tentando diminuir as labaredas, quando por volta das 19h10 o fogo  em um dos reservatórios voltou a se intensificar.

Os bombeiros tentavam debelar as chamas de um dos tanques enquanto outros eram resfriados, com o uso de cinco canhões, equipamentos da Petrobrás que lançavam espuma nos reservatórios de combustíveis, quando foram surpreendidos com as fortes lufadas de fogo que serpenteavam alto. Com o fogo reativado, o comando do Corpo de Bombeiros se reuniram para discutir  se mantinham ou não a estratégia utilizada no combate ao fogo, intensificando o resfriamento dos tanques, em cujas proximidades o calor era muito forte e a espuma  não estava sendo suficientes. Segundo os bombeiros as chamas voltaram a se intensificar num dos tanques devido ao surgimento de fissuras.

 Reforço – A Prefeitura informou que um avião da Aeronáutica vai trazer seis mil litros de cold fire, espécie de espuma especial para combate ao fogo, importada dos Estados Unidos e que já está em Brasília.

Transferência - O chefe da Defesa Civil, Daniel Onias, afirmou que todos os produtos tóxicos e perigosos da Ultracargo foram transferidos para outros tanques da empresa, a cerca de um quilômetro do local do incêndio.

Atendimento -  De acordo com a Prefeitura de Santos que abriga o Gabinete de Crise (foto), são 900 profissionais envolvidos no combate ao fogo em sistema de revezamento, entre 150 bombeiros, brigadistas, médicos, enfermeiros e pessoal de apoio, 150 veículos envolvidos entre combate ao fogo e apoio, sendo 26 carros do Corpo de Bombeiros, sete da Petrobras, dois da Guarda Portuária e também de empresas instaladas na Alemoa. O navio Fleury, do Corpo de Bombeiros, cinco rebocadores do porto, dois rebocadores de alto-mar da Petrobras estão atracados no cais da Alemoa e da Brasil Terminais Portuários  para retirar água do mar e abastecer os carros de bombeiros. As embarcações estão a 400 m do local do incêndio.

Saúde – A  infraestrutura montada no local no local, fica a cerca de 500 m ou 1km do local do incêndio, a cerca de 500 m ou 1km do local do incêndio no local, a cerca de 1km do local do incêndio. Petrobras mantém dois médicos e dois enfermeiros. Também permanecem no local  uma ambulância-UTI da Polícia Militar, com dois médicos e um enfermeiro, uma ambulância-UTI com médico e enfermeiro; e uma ambulância comum com técnico de enfermagem.

Todos os Samus da Baixada Santista estão de prontidão. A Santa Casa de Santos reserva leitos de UTI, enfermaria e na ala de queimados. Nesta quarta-feira, 15 bombeiros  foram atendidos  no posto montado na Alemoa

Qualidade do ar – A Cetesb continua monitorando a qualidade do ar nas proximidades do incêndio. O prefeito Paulo Alexandre Barbosa garantiu que, com base em informações técnicas emitidas por representantes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Cetesb e Segurança Pública, não existe a necessidade da retirada das famílias que moram nas proximidades do local do incêndio. Quanto à morte de peixes, lembrou que o governo criou legislação ambiental e os responsáveis podem ser punidos por crime ambiental.

Bloqueio – Em decisão tomada pelo Gabinete de Integração formado por representantes dos governos estadual e federal, instituído para tomar medidas em relação ao incêndio, o acesso de caminhões à margem direita do porto (Santos) ficará bloqueado até sexta-feira (10).  

O bloqueio dos caminhoneiros será feito pela Polícia Rodoviária, com apoio da Ecovias (concessionária do sistema Anchieta-Imigrantes) e da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Veículos de carga com destino à margem esquerda do porto (Guarujá) estão liberados.

 Caminhões com destino ao Porto de Santos estão sendo barrados na altura do Km 40 da Via Anchieta, mas será barrados também no Rodoanel e nas rodovias Anhanguera, Dutra e Ayrton Senna. O secretário de Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes, ressaltou que veículos com produtos perecíveis e medicamentos serão liberados para seguir até o porto sob escolta. (Fotos: Divulgação/PMS)