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Não houve consenso entre Sintracomos e empreiteiras

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2015-04-30 -01:48

Não houve consenso entre Sintracomos e empreiteiras

“A cada não (em resposta as 43 reivindicações dos operários para a data-base de maio), ficamos mais perto da (Avenida) Consolação (onde fica o Tribunal Regional do Trabalho –TRT–, que julga os dissídios de greve, no centro da capital paulista)”.

A frase, do advogado Marco Antônio Oliva, do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, montagem e manutenção, dita em negociação com as 85 empreiteiras do polo industrial de Cubatão e Baixada Santista, na manhã desta quarta-feira (29), revela a dificuldade para o consenso.

O presidente do sindicato, Macaé Marcos Braz de Oliveira, também fez menção à possibilidade de greve e consequente julgamento pela justiça do trabalho: “Essa intransigência patronal, infelizmente, acabará nos levando à paralisação e ao julgamento no TRT”.

Após dizer ‘não’ a 39 pontos da pauta, os representantes das empreiteiras alegaram não ter condições de responder sobre a principal reivindicação econômica, que é o reajuste salarial pela inflação de 12 meses, mais 15% de aumento real.

Segundo eles, as assessorias econômicas das empresas só poderão formular a contraproposta após a divulgação do índice inflacionário oficial, prevista para a próxima semana. Eles pediram ao sindicato prazo até 7 de maio, para responder.

De início, o presidente do Sintracomos explicou que pretendia fazer uma assembleia na segunda-feira (4), diante da cobrança da categoria, nos locais de trabalho e na subsede cubatense do sindicato, para um desfecho da campanha salarial, iniciada em 12 de março.

“Vocês não imaginam a pressão que sofremos dos companheiros de base”, disse Macaé aos prepostos das empresas. “Com toda razão, eles nos cobram diariamente um desfecho do movimento. Estão todos ansiosos pelos resultados. Não podemos esperar mais”.

Diante da insistência dos representantes patronais, Macaé concordou com nova rodada para 6 de maio, quarta-feira, a partir das 10h. No final da tarde, ele reuniu os trabalhadores, em assembleia, para apresentar a contraproposta final.

A reunião foi na sede do sindicato, na Rua Júlio Conceição, 102, das 10h às 12h. As partes já haviam se reunido por duas vezes, em 8 e 16 de abril. A pauta de reivindicações para a data-base de 1º de maio foi entregue às empresas entre 30 de março e 2 de abril.

A categoria aprovou as reivindicações em assembleia, no dia 12 de março, na subsede do sindicato, em Cubatão. A campanha envolve 15 mil operários. O principal ponto da pauta é a reposição salarial conforme a inflação de 12 meses, mais aumento real de 15%.

Os trabalhadores reivindicam ainda, entre outros pontos, adequação de função, realinhamentos salariais, adicional por acúmulo de função, café da manhã de R$ 12, cesta de natal de R$ 400, tíquete refeição de R$ 800, vale alimentação de R$ 800 e participação nos lucros ou resultados (PLR). (Redação: Paulo Passos. Foto: Vespasiano Rocha)