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Transferido julgamento da ação que revoga direito do servidor municipal

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2015-05-01 -02:44

Transferido julgamento da ação que revoga direito do servidor municipal

O julgamento da ação do Ministério Público (MP) para diminuir de 20% para 10% ao ano as incorporações salariais do funcionalismo municipal de Santos, que aconteceria nesta quarta-feira (29), foi adiado para 13 de maio.

Isso porque o juiz relator do processo no Tribunal de Justiça de São Paulo não pôde comparecer à sessão, na capital paulista. E o presidente achou melhor transferi-la.

A ação foi proposta pelo MP em atendimento a pedido do vereador Benedito Furtado (PSB), que considera uma “festa” os valores de determinadas aposentadorias do funcionalismo.

“Festa que ele mesmo, Furtado, ajudou a organizar”, rebate o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais Estatutários (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel.

O sindicalista colocou o departamento jurídico e três diretores da entidade para acompanhar a tramitação do processo e critica o que chama de “demagogia retardada” do parlamentar.

“Furtado foi um dos responsáveis pela organização dessa festa que hoje tanto critica”, dispara Fábio Pimentel. “Ele e os ex-prefeitos Telma de Souza e David Capistrano”, ambos do PT.

Segundo o sindicalista, Furtado aprovou a criação de 200 cargos em comissão pela administração petista, em 1989, que ele apoiava como vereador da bancada situacionista.

“Antes, não havia esses cargos”, lembra Fábio. “O que havia eram funções gratificadas, conhecidas por ‘fg’. Em troca, a prefeita sancionou lei aumentando de um para três os assessores da vereança”.

“Em 1995, já no governo de David Capistrano, Furtado apoiou um plano de carreira que elevou em até 200% os salários dos cargos comissionados criados por Telma”, destaca o sindicalista.

Fábio lembra que, naquele ano, o funcionalismo fez uma greve de 35 dias contra a medida, que, segundo ele, era prejudicial ao conjunto da categoria.

“Mas venceu a vontade da administração, em conluio com Furtado e os demais vereadores. Chegamos a patrocinar ações judiciais contra a medida, mas não adiantou”.

“Portanto, esses salários agora denunciados por Furtado como ‘festa’ são resultados também de sua atividade legislativa. Hoje, demagogicamente, ele critica o que promoveu. Vai entender!”. (Redação e foto: Paulo Passos)