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Sindicatos do porto terão greve e protesto na 2ª-feira

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2018-05-28 -02:40

Sindicatos do porto terão greve e protesto na 2ª-feira

Além da greve de seis horas da estiva e das manifestações e paralisações das demais categorias do porto, na segunda-feira (1º de junho), a campanha unitária dos portuários de Santos continuará nos próximos dias.

Em assembleia conjunta de seis dos oito sindicatos do setor, na noite desta quinta-feira (28), ficou aprovada a convocação de nova assembleia, dentro de aproximadamente dez dias, para dar sequência à luta unitária.

Essa reunião agrupada não será precedida de assembleias individuais, como a desta quinta-feira. Isso para evitar que cada sindicato leve um encaminhamento diferente da luta.

As diferentes propostas apresentadas pelas entidades, nesta semana, aprovadas em assembleias individuais na segunda-feira (25), causaram divergências, apesar de contornadas habilmente pelos presidentes.

Com explícita maioria de estivadores, a assembleia foi marcada por alguns momentos de acusações mútuas, o que é comum em reuniões intersindicais de base e de direção.

Polêmica - A celeuma aconteceu porque os estivadores aprovaram, em sua assembleia unitária de segunda-feira, pela manhã, antes das reuniões noturnas dos demais sindicatos, a paralisação de seis horas. E porque incluíram, na sua pauta de greve, reivindicações específicas para a estiva, quando os demais sindicatos apresentaram aos associados uma lista de pleitos comuns a todos.

Os protestos dos estivadores, majoritários na assembleia conjunta, foram contra os sindicatos dos operários (Sintraport), empregados na administração (Sindaport) e operadores do Sindogeesp.

Isso porque essas entidades aprovaram diferentes protestos. Os operários, por exemplo, autorizaram paralisação de uma a duas horas. Os administrativos e os operadores de guindastes, apenas atos públicos.

A habilidade do presidente da estiva, Rodnei Oliveira da Silva, conteve alguns associados mais exaltados. Ele defendeu que cada categoria é soberana para definir suas lutas.

O presidente do Sintraport, Claudiomiro Machado Miro, disse não poder desrespeitar a decisão de sua assembleia, alegando que a estiva também agiu assim em outras oportunidades.

Caminhando - Ao final da assembleia, Miro, do Sintraport, disse ter encarado com “naturalidade” as acusações mútuas. “Isso é assim mesmo. Como dizem os pensadores, o caminho se faz caminhando. Nossas divergências reforçam a unidade”.

Ao final, ficou decidido que a paralisação de duas horas do Sintraport e os protestos do Sindaport e do Sindogeesp serão feitos a partir das 13 horas, após a greve da estiva, durante a manhã.

O Sindicato dos Trabalhadores do Bloco acompanhará os estivadores na paralisação de seis horas. O presidente dos consertadores, Adilson de Souza, diz “respeitar” os estivadores.

Reivindicações - Entre as reivindicações propostas pelos sindicatos, estão melhores condições segurança, saúde e higiene nas instalações portuárias, inclusive nos postos de escalação.

Mais: inclusão, nos editais de arrendamento de áreas portuárias, garantia de prioridade dos portuários avulsos registrados e cadastrados no órgão gestor de mão de obra (Ogmo), conforme a lei 12815-2013.

O aproveitamento dos empregados dos atuais arrendatários pelas empresas vencedoras dos processos licitatórios e o estacionamento de caminhões no bairro Alemoa também estão entre as sugestões.

E ainda: cumprimento das tabelas de frete pelas empresas de transporte, disponibilização de 30% dos terminais portuários para caminhões que aguardam carga e descarga e definição da campanha salarial dos empregados da Codesp. (Foto: de Paulo Passos)