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Continua greve de 3 mil terceirizados da Usiminas

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2015-08-24 -13:03

Continua greve de 3 mil terceirizados da Usiminas

Continuam em greve os 3 mil operários das 18 empreiteiras que prestam serviços à Usiminas Cubatão. Em assembleia na manhã desta segunda (24), eles recusaram a proposta conciliatória feita nesta sexta (21) pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP).

O Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos) fará nova assembleia, na portaria da siderúrgica, às 7h de amanhã, terça-feira (25), na expectativa de que as empresas apresentem nova contraproposta.

Seu presidente, Macaé Marcos Braz de Oliveira, espera que as empreiteiras proponham correção salarial de pelo menos 10%. Na audiência de instrução de sexta-feira  passada (21), o juiz Wilson Fernandes propôs reajuste de 8,5% para os salários até R$ 3.200.

A greve começou na quarta-feira (19), a data-base da categoria é 1º de agosto e o sindicato faz assembleias em todos os dias úteis. Nesta segunda-feira chuvosa, muitos trabalhadores preferiram aguardar o resultado da assembleia em suas casas.

TRT - Na audiência de sexta-feira, o vice-presidente judicial do TRT sugeriu, para os salários superiores a R$ 3.200, reajuste baseado em parcela fixa de R$ 272. Para o tíquete alimentação, o magistrado indicou R$ 190. E, para a participação nos lucros ou resultados (PLR), R$ 1.100.

O juiz propôs às empresas e ao sindicato o pagamento dos dias parados, desde que a categoria voltasse ao trabalho logo após a assembleia desta segunda-feira. Antes da assembleia, às 5h30, a diretoria do Sintracomos avaliou o resultado da audiência.

Na quinta  - Na assembleia de quinta-feira (20), Macaé sentiu que os operários, com data-base em 1º de agosto, admitiam a possibilidade de aceitar correção salarial de 10%, menos de meio por cento acima da inflação anual de 9,56%.

Na quarta-feira (19), os trabalhadores rejeitaram o reajuste salarial de 8%, mas aceitaram, contudo, a (PRL) de R$ 1.100 e vale-alimentação de R$ 200. Antes, as empresas ofereciam 7,04%, nada de (PLR) e vale de R$ 180. (Foto: Vespasiano Rocha)