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Codesavi denunciada por apropriação indébita

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2015-11-01 -01:37

Codesavi denunciada por apropriação indébita

A Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi), vinculada à Prefeitura, apropriou-se indebitamente de descontos feitos em folha de pagamento de seus 1.250 empregados.

A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintracomos), na manhã de quinta-feira (29), ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em mesa-redonda na gerência ministerial em Santos, com ausência da empresa pública, o sindicato requereu encaminhamento do processo ao ministério público do trabalho (MPT).

O presidente do Sintracomos, Macaé Marcos Braz de Oliveira, que pediu remessa da documentação também ao Ministério da Previdência Social (MPS), fez graves acusações à companhia. Segundo ele, a Codesavi deve ao sindicato R$ 1 milhão, 252 mil e 214, por quatro meses de pagamento do plano de saúde. O Sintracomos pagou as mensalidades para garantir o atendimento dos trabalhadores.

Sem atendimento - O sindicalista explicou à auditora do MTE Cíntia Maria Fernandes Veras que os empregados e seus familiares, algo em torno de 2.500 pessoas, estão agora sem cobertura do plano.

A Codesavi deve à Santa Casa, operadora do plano, R$ 450 mil. Ao plano odontológico, a empresa deixou de repassar R$ 142.166. À empresa Allcred deve R$ 157 mil, por empréstimos consignados. Por esse débito do consignado, o sindicato revelou, na mesa-redonda, que os trabalhadores cadastrados estão ameaçados de processos no serviço de proteção ao crédito (SPC) e Serasa.

Em mesa-redonda anterior, na quarta-feira (21), o sindicato já havia apresentado o problema ao auditor fiscal e gerente do MTE, Gionei Gomes da Silva. O representante do governo, segundo Macaé, “ficou abismado” ao saber das dívidas da Codesavi com os empregados, com o sindicato e com o governo federal.

Problema antigo - Ele recebeu relatório do Sintracomos sobre pendências salariais, do plano de saúde e odontológico, vale-alimentação e transporte, mensalidades e imposto sindical, fundo de garantia, Pis e Pasep. Naquela mesa-redonda, o superintendente da Codesavi, Luiz Antônio dos Santos, atribuiu a situação à troca do secretário municipal de finanças, o que levou o MTE a marcar a reunião da última quinta-feira.

“O problema já é antigo”, pondera Macaé, “o que tem levado o sindicato a tomar inúmeras providências, entre elas uma grande mobilização dos trabalhadores, na semana retrasada”.

Ele esperava que, na última reunião, quinta-feira (29), a empresa apresentasse proposta de pagamento de todas as dívidas apontadas pelo sindicato, inclusive os salários atrasados há quatro meses dos comissionados. (Foto: Vespasiano Rocha)