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Ministros pedem suspensão das demissões na Usiminas

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2015-11-05 -00:55

Ministros pedem suspensão das demissões na Usiminas

Após reuniões com a prefeita de Cubatão, Marcia Rosa (PT), na tarde de quarta-feira (4), os ministros do Trabalho e da Previdência Social, Miguel Rossetto, e o titular da Secretaria de Governo da Presidência da República, Ricardo Berzoini pedem a suspensão das demissões de trabalhadores da Usiminas.

Para atingirem o objetivo, os ministros afirmaram à prefeita Marcia Rosa que não pouparão esforços para garantir a manutenção do funcionamento pleno da siderúrgica e dos empregos diretos e indiretos, pois entendem que se a decisão da Usiminas não for revertida causará a demissão de mais de 9 mil trabalhadores nos próximos quatro meses.

No primeiro encontro em Brasília, a prefeita Marcia Rosa, lideranças sindicais da Baixada Santista e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) se reuniram com o ministro do Trabalho e da Previdência Social, Miguel Rosseto que garantiu que imediatamente entraria em contato com o presidente da Usiminas, Rômel Erwin de Souza, para convidá-lo a esclarecer sobre a decisão repentina da empresa de paralisar a produção de aço em Cubatão. O Ministério do Trabalho e Emprego também enviará à empresa um documento cobrando a suspensão da paralisação parcial da siderúrgica e das demissões pelos próximos 120 dias.

 "Ainda não está claro quais são as reais intenções da empresa com esta medida. Mas gostaria de reafirmar a intenção do Governo Federal de criar todas as condições para que não haja demissões", disse Rossetto.

À tarde, a prefeita de Cubatão se reuniu com o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Ricardo Berzoini, que informou que reunirá todos os ministérios envolvidos para tratar do assunto, deixando agendado para daqui a 10 dias um novo encontro em Brasília para acompanhar o andamento das negociações com a empresa.

União - Para a prefeita Marcia Rosa, o empenho do Governo Federal é de grande importância para a reversão do quadro envolvendo a Usiminas. "O apoio do Governo Federal e de diversos parlamentares e lideranças políticas é fundamental nessa luta, que é de todos os cubatenses e moradores da Baixada Santista. O que está em jogo é o futuro de Cubatão e os empregos de milhares de trabalhadores. Saio de Brasília bastante otimista, e tenho certeza que com a união de forças iremos conseguir uma solução para evitar uma verdadeira calamidade em nossa Região".

De acordo com os sindicalistas, presentes aos encontros em Brasília, a suspensão da produção do aço em Cubatão afetará não apenas os cerca de 9.300 (4.300 diretos e 5.000 terceirizados) trabalhadores que atuam dentro da unidade cubatense, mas também os empregados de prestadoras de serviço, como empresas de alimentos, de transporte e demais atividades que também são ligadas ao ramo industrial. A estimativa do Sindicato dos Metalúrgicos é que desde a última sexta-feira cerca de 400 empregados das terceirizadas já foram demitidos.

CPI – O deputado Marcelo Squassoni (PRB) que participou das reuniões em Santos e Cubatão, também acompanhou os representantes da Baixada nos encontros com os ministros, apresentou ainda na tarde de ontem (4), um requerimento à CPI do BNDES solicitando a convocação do presidente da Usiminas, para dar explicações sobre os empréstimos de cerca de R$ 2,3 bilhões que a empresa recebeu para modernizar e ampliar as unidades de Ipatinga (MG) e Cubatão. (Veja matéria na sequência)