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Baixada Santista fará protesto dia 11 contra demissões da Usiminas

Voltar para listagem de notícias Inserida em: 2014-11-07 -13:00

Baixada Santista fará protesto dia 11 contra demissões da Usiminas

Um grande ato de protesto está marcado para a próxima quarta-feira (11) quando a Baixada Santista deverá se unir contra o anúncio da Usiminas de demitir cerca de 8 mil funcionários (entre terceirizados e efetivos) nos próximos quatro meses, devido à suspensão de produção de aço na unidade de Cubatão.

A decisão foi tomada na reunião realizada em Cubatão, na tarde de ontem, sexta-feira (6), com a participação de cerca de 200 pessoas, entre representantes de 60 sindicatos da Baixada, de sete centrais sindicais, vereadores e diversos segmentos da sociedade, além da prefeita Marcia Rosa, que anunciou que decretará ponto facultativo na cidade, a partir das 11 horas de quarta-feira, dia do protesto, para que os servidores públicos possam participar da manifestação.

A prefeitura disse na ocasião que não há possibilidade de pensar em perder essa batalha: “Conseguimos unir sindicatos, governo, empresários, não podemos nem aventar a possibilidade de perder esta batalha", porque, caso a Usiminas se mantenha irredutível no encerramento da produção de aço, cerca de 250 mil pessoas na região, entre funcionários da empresa e de terceirizadas da fábrica e seus familiares, serão afetados.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos), Macaé Marcos Braz de Oliveira, que representa mais de 3 mil terceirizados da usina, a situação se tornará caótica porque além das demissões previstas de empregados diretos e terceirizados da Usiminas, cortes em outros 30 mil postos de trabalho na região, fatalmente acontecerão.

Baseado em cálculos do jornalista e consultor financeiro Rodolfo Amaral, consultado pelo jornal ‘A Tribuna’, Macaé lembra que, caso ocorram, inicialmente, quatro mil demissões de trabalhadores diretos e indiretos da Usiminas, a região perderá R$ 250 milhões em um ano.
“Já pensou no rombo com a perda de milhares de postos de trabalho? Estamos na iminência de um caos social inédito na história recente da Baixada Santista. Por isso, precisamos que a população se mobilize, neste momento difícil, para evitar o pior”, alerta o líder sindical.


Mobilização - A prefeita Marcia Rosa acompanhada de sindicalistas, de deputados federais da região e de representantes do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), esteve reunida na última quarta-feira (4), em Brasília, com os ministros do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rosetto, e de Governo, Ricardo Berzoini, para chamar atenção à questão da Usiminas. Os ministros se comprometeram a não medir esforços para evitar as demissões e pediriam à siderúrgica a suspensão das demissões por 120 dias.

Por iniciativa do deputado federal Marcelo Squassoni (PRB), a  Usiminas também está sendo cobrada a dar satisfação quanto ao empréstimo de R$ 2,3 bilhões que contraiu do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), em 2011, para seu plano de investimentos até 2016, que inclui a ampliação da capacidade das usinas de Cubatão e Ipatinga (MG). O requerimento do deputado que
exige do banco o fornecimento das cópias de todos os processos de financiamento obtidos pela Usiminas nos últimos anos, foi aprovado por unanimidade pela CPI do BNDES. – leia em matéria anterior deste site -

 (Foto: José Mario Alves/PMC)